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UNITA quer novo registo de cidadãos nas eleições autárquicas

O responsável para os Assuntos Eleitorais da UNITA, Victorino Nhany, manifestou ontem a necessidade de se proceder um novo registo eleitoral para as eleições autárquicas agendadas para 2020.

POR: Norberto Sateco

Segundo o dirigente do “Galo Negro”, a actual base de dados, em função dos seus ficheiros “viciados” pela fraude das eleições anteriores, configuram um atentado à transparência e lisura de um processo que se pretende democrático e transparente. “A UNITA pretende que haja lisura em todo o processo. Pedimos que algumas falhas fossem corrigidas e continuam na mesma base de dados com a questão do duplo registo eleitoral”, informou o dirigente da UNITA, que falava em conferência de imprensa na manhã desta Terça-feira(22).

Vitorino Nhany insistiu na credibilidade do ficheiro para o registo eleitoral pelo que considera não credível para as próximas eleições autárquicas a serem realizadas no pais. “Há tempo para realizar estas correcções para que as eleições sejam justas e transparentes”, disse Nhany para quem a questão dos alegados 300 mil cidadãos identificados no pleito passado com duplo registo constituir um dado “gravíssimo”.

O dirigente entende o momento político que se vive no país ser certo para um exame de consciência da Nação que “pretendemos construir de forma justa e democrática”. Dentre os aspectos a serem corrigidos, A UNITA aponta a independência da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) à luz da Constituição, e, por sua vez, o Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado abdicar de se imiscuir no processo de registo eleitoral. Esta situação ocorre dias antes do ministro da Administração do Estado e Reforma de Estado, Adão de Almeida, ter apresentado publicamente o pacote das autarquias, com vários diplomas, dentre os quais a “Lei Orgânica sobre as Eleições Autárquicas, sem uma auscultação pública à sociedade”.

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