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Empresas da Agricultura e dos Transportes podem decretar falência

O número excessivo de trabalhadores e a falta de rentabilidade podem estar na base da insolvência das empresas e que a todo o momento podem falir, segundo Patrícia Rufino, técnica sénior do Instituto Empresarial Público (ISEP), incluindo empresas da Comunicação Social e da Energia e Águas

POR: Miguel Kitari

É irreversível o processo de privatização de empresas do Estado que estão falidas tecnicamente. A analista do Departamento de Acompanhamento do Sector Empresarial Público do ISEP, Patrícia Rufino, avançou três sectores cujas empresas não tiveram o rendimento esperado e representam custos para o Estado, sobretudo com o pessoal. “Tratam-se de empresas públicas ligadas aos Ministérios da Agricultura, Transportes e da Comunicação Social. Neste último, o problema prende-se com o número elevado de trabalhadores”, apontou.

Segundo a mesma, o Estado anseia que as empresas públicas deixem de ter financiamento e que passem a ser autónomas. Realçou que muitas delas precisam de um investimento expressivo, numa altura em que não há capacidade financeira para esse esforço. “O sector da energia e águas faz igualmente parte do leque de empresas nesta condição. São empresas que apresentam um elevado número de pessoal e com capacidade financeira muito reduzida”, reiterou à RNA. No entanto, a consultora não citou as empresa em causa, nem quando vai ocorrer este processo que pode culminar no encerramento das mesmas, e a sua possível privatização no âmbito do processo em curso em que muitas empresas do Estado vão passar para privados.

Na última semana, o ministro da Agricultura, Marcos Alexandre Nhunga, admitiu o encerramento para breve da Empresa Nacional de Mecanização Agrária (MECANAGRO), por falência. E no ano passado, o Ministério dos Transportes desfez-se da Empresa ABAMAT, depois de o Estado a ter capitalizado em 2012. E no sector da Comunicação Social, apuramos que muitas empresas serão redimensionadas, processo que passará pela actualização do quadro de pessoal considerado excessivo. Tudo isso acontece numa altura em que o Executivo prepara-se para divulgar, nos próximos dias, acima de 50 empresas públicas que serão privatizadas por representarem um peso muito grande para o Estado, este que não tem condições para recapitalizá-las.

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