Eleições autárquicas junta religiosos em Luanda

Uma reflexão em torno das eleições autárquicas está a ser observada desde ontem, Sexta-feira, 25, pela Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Os Tocoistas), num encontro que reuniu responsáveis nacionais e de distritos eclesiásticos provinciais

POR: Ireneu Mujoco

O encontro, inserido na reunião de balanço do Centenário do profeta Simão Gonçalves Toco, fundador desta igreja, completado em finais de Fevereiro deste ano, segundo o seu bispo, Dom Afonso Nunes, visa informar os fiéis sobre a importância deste processo eleitoral autárquico. Falando aos jornalistas, o líder religioso disse ser necessário explicar à congregação que dirige as vantagens e desvantagens deste processo, o primeiro a ser implementado na história de Angola independente.

Apesar de ser um encontro restrito, Dom Afonso Nunes disse que as discussões sobre essas eleições serão alargadas para um debate mais amplo, nos próximos tempos, para que as pessoas, ou seja, os seus correligionários, conheçam mais sobre o processo em causa. “Não basta votar, o munícipe tem de saber por que vai votar, saber os seus direitos e as obrigações na circunscrição”, afirmou o religioso, garantindo que a Igreja que dirige vai cooperar com as autoridades competentes na disseminação da mensagem sobre o processo em causa.

Gradualismo

Questionado sobre o melhor modelo que deve ser aplicado, gradualismo territorial ou funcional, Dom Afonso Nunes respondeu que será aquele que permita resolver as prementes necessidades das circunscrições e dos seus munícipes. Nas entrelinhas, o líder dos tocoístas deixou entender que o gradualismo funcional é o mais adequado, na medida em que defende o fim das assimetrias regionais.

“Seria bom que houvesse desenvolvimento tanto no Lobito como no Luau, ou mesmo Nankova”, declarou, reforçando que os municípios chamados pobres, devem desenvolver-se em simultâneo com os abastados. Defendeu que o Executivo deve atribuir mais verbas aos municípios mais desfavorecidos, e menos aos mais desenvolvidos, para que os mesmos cresçam juntos do ponto de vista socioeconómico. Esta reunião, que termina hoje às 17 horas, além das autarquias, está a analisar, entre outros aspectos, a vida interna da sua Igreja.