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FMI revê em alta crescimento económico de angola de 2,2% para 2,5% este ano

O aumento do preço do barril de petróleo (crude) está na base da revisão dos indicadores avançados inicialmente pelo Fundo Monetário Internacional. todavia, há um declínio na produção do também chamado ouro negro

A economia nacional deverá registar este ano um crescimento entre 2,2% e 2,5%, devido ao aumento, tanto do preço do barril de petróleo como da produção de gás natural, vaticinou o representante residente do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Max Ailer, que falou sobre as perspectivas de Angola no contexto actual da economia mundial num seminário sobre Finanças Públicas promovido pelo Ministério das Finanças, referiu igualmente que o aumento do preço do barril tem tido dois efeitos positivos no sector, um directo e outro indirecto, que tem a ver com novos investimentos feitos no sector petrolífero.

O efeito indirecto tem a ver com a realização de novos investimentos na prospecção e exploração de petróleo, algo que é fundamental para que a produção de Angola se mantenha no nível actual. Há duas semanas que o preços do barril do petróleo (crude) para entrega em Junho, tem oscilado entre os USD 78 e os 80, abrindo boas perspectivas para o crescimento económico dos países cujas economias estão ancoradas no petróleo, como o caso de Angola.

O ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, disse que o declínio da produção de petróleo que se verifica actualmente em Angola decorre da falta de investimento nos segmentos de prospecção, pesquisa e exploração.

Diamantino de Azevedo disse ainda ser fundamental assegurar até ao final da presente legislatura que a produção de petróleo não baixe para menos de 1,5 milhões de barris por dia e recordou que o compromisso assumido com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo contempla uma produção de 1,6 milhões de barris por dia.

Referindo-se ao sector não petrolífero da economia, o representante do Fundo Monetário Internacional, Max Alier, defende que um regime de câmbio mais flexível e uma atribuição mais eficiente das divisas vai ter um efeito positivo, tendo recomendado a manutenção do regime de câmbios flutuantes.

A posição do recém-nomeado representante do FIM para Angola, em substituição do brasileiro Ricardo Veloso, surge numa altura em o país enfrenta dificuldades na aquisição de divisas, colocando em risco muitos novos investimentos, inclusive aqueles que estão em curso.

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