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Angola e França adoptam Declaração Presidencial estratégica

 Os chefes de Estado de Angola e da França, João Lourenço e Emmanuel Macron, vão adoptar hoje, em Paris, uma Declaração Presidencial sobre a cooperação estratégica entre os dois países.

A informação foi avançada domingo à imprensa pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, quando perspectivava o encontro entre os dois estadistas, previsto para esta segunda-feira no Palácio do Eliseu, na capital gaulesa.

O chefe da diplomacia angolana explicou que esse documento trará as linhas essenciais da cooperação estratégica futura, principalmente para este mandato que vai até 2022.No âmbito da visita do Presidente da República a França, serão assinados alguns acordos, nomeadamente o de cooperação no domínio da defesa, além de outros de índole financeira, com a Agência Francesa de Desenvolvimento.

Manuel Augusto disse que esses acordos foram discutidos nos últimos tempos, aquando da passagem do ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, por Angola.Depois de concluída a discussão, reforçou, agora vão ser consagrados em Paris, através da assinatura pelo  ministro das Finanças de Angola, Archer Mangueira.Também está previsto o acordo da Defesa, que poderá ser geral, já abrange várias áreas de cooperação, como o comércio militar e formação de quadros.

O ministro das Relações Exteriores referiu que as acções vão ser analisadas, depois as medidas que forem julgadas necessárias e haver provisões financeiras para sua cobertura serão executadas.Reiterou que esta visita oficial vai marcar uma “nova era” nas relações entre os dois países, observando duas situações similares em cada lado: lideranças recentes.O reencontro das duas entidades depois da Cimeira União Africana-União Europeia, em Abidjan (Côte d’Ivoire), em Novembro último, servirá também para reavaliar a cooperação e perspectivar futuras metas de interesse comum.

Por outro lado, serão também assinados acordos e contratos empresariais entre Total (França) e a Sonangol (Angola), considerados por Manuel Augusto “capitais” para o futuro imediato, sobretudo ao incremento da participação da empresa gaulesa no sector petrolífero.No domínio da formação de quadros, ainda no ramo dos petróleos, a companhia francesa vai conceder 50 bolsas de estudo de variados níveis a angolanos.Delegações da Sonangol e da Total analisaram no princípio deste mês, em Houston (EUA), o progresso alcançado nas actividades em curso, no âmbito do Memorando de Entendimento assinado entre as partes, com objectivo da criação de uma “joint-venture” para a distribuição de produtos refinados e a elaboração de contrato de assistência técnica com a Sonangol Pesquisa e Produção.

Na mesma ocasião, a operadora francesa (em Angola desde 1953) foi informada sobre as oportunidades de investimento nas concessões onde a Sonangol pretende ceder parte dos seus interesses participativos, quer em Angola quer no exterior do país.Já em 2015, a 3 de Julho, as duas multinacionais rubricaram, em Luanda, um acordo para o reforço da parceria nos vários domínios, incluindo na produção e exploração conjunta de blocos em Angola e no estrangeiro.

Sub/Situação na RDCongo sobre a mesa

O ministro as Relações Exteriores avançou que há “grande” expectativa em relação a esta visita, pois também será aproveitada para discutir a situação regional na África Austral e Central.“É incontornável o tema da RD Congo. Vai merecer a troca de informações e ideias entre os dois presidentes, e acreditamos que no final da visita possa ser tornado público o posicionamento de cada uma das partes sobre a situação política na RDC e principalmente o processo eleitoral em curso”, concluiu.

 

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