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Editorial: Início por Paris

João Lourenço inicia a sua “ofensiva” diplomática europeia pela França, longe do “irmão” natural, Portugal, com quem Angola tem laços culturais e empresariais muito fortes. O sinal dado por este arranque mais a Norte é claro: Angola precisa já de outro tipo de realizações, outra tecnologia, outras soluções para o seu desenvolvimento, carente de muito mais do que tudo aquilo que a ligação cultural e sanguínea pode outorgar. Por outro lado, dizer-se que Angola é estranha à língua francesa também não é tão verdade quanto isso, temos com essa língua uma fronteira muito activa, com trocas importantes e com influências culturais mútuas que não podem ser desprezadas. A Francofonia está aqui bem ao lado. João Lourenço sabe também que o seu espaço não é como o da lusofonia, e aí a França joga, de facto, um papel diferenciado e determinante, pelo que o nosso presidente mostra também a independência de Angola nas relações internacionais, não valoriza assim tanto a chamada “porta de entrada natural” dos países do mundo para Angola.

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