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Angola apresenta segunda fase do projecto Mbanza Kongo à UNESCO

Angola vai submeter à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) as propostas para inscrição na Lista de Património Mundial a segunda fase do projecto Mbanza Kongo, extensivo às parcelas fronteiriças do antigo Reino do Congo com a RDC, Congo e Gabão

De acordo com o embaixador de Angola na UNESCO, Sita José, o país ganhou experiência na preparação de processos para aprovação naquela agência das Nações Unidas, depois do sucesso alcançado com a elevação de Mbanza Kongo, em 2017, a Património da Humanidade.

A deslocação do Presidente da República, João Lourenço, à sede da instituição esta Segunda-feira (a primeira de um chefe de Estado angolano), no quadro da visita oficial à França a convite do seu homólogo gaulês, Emmanuel Macron, representa o “ganho de tempo muito mais razoável para (o país) inscrever” a proposta.

Sita José explicou aos jornalistas que o governo de Angola pensa apresentar proximamente a segunda fase do projecto da antiga capital do Reino do Congo, por contar com a participação dos três países da África Central.

No encontro com a directorageral da UNESCO, a francesa Audrey Azoulay, João Lourenço será informado do resultado-quadro das acções desenvolvidas e fará uma troca de impressões sobre o que poderá constar nas próximas discussões entre as partes.

No domínio da cultura, Angola inscreveu o primeiro sítio a Património da Humanidade, com as ruinas de Mbanza Kongo, numa “batalha” que consumiu 10 anos. Já a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, afirmou este Domingo que os próximos desafios são a preservação e desenvolvimento do património mundial, o que acresce as responsabilidades do país.

Neste sentido, a UNESCO aconselhou Angola a criar uma comissão nacional da defesa do património mundial. A colaboração entre as duas partes é regida pelo acordo quadro, assinado em Março de 2013, em Luanda, e que terminou em Dezembro de 2017.

Para o encontro desta Segundafeira entre o Presidente João Lourenço e a directora Azoulay, a ministra considera-o “reconhecimento do importante papel que Angola desenvolve na Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura”. Em Julho de 2017, Angola avançou com três candidaturas a património da humanidade que foram aceites pela organização.

Trata-se dos processos da cidade do Cuito Cuanavale símbolo e referência da paz, do diálogo e da reconciliação nacional), do Corredor do Kwanza (ligado ao roteiro da escravatura) e das gravuras de Tchitundu-Hulu (Namibe).

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