Carta do leitor: reconhecimento

O presidente da república, João Lourenço, encontra- se em França. outrora, se não estiver enganado, as nossas prioridades a nível da diplomacia passavam, necessariamente, por Portugal.

POR: Raul Miguel

Não sei se o azedume estará ainda associado ao facto da antiga potência colonial ter tentado julgar o então vice- presidente Manuel domingos, por um crime que até hoje não se consegue encontrar uma ligação, segundo o jornal português público (28.5.2018). Não obstante a língua que nos une, assim como os graus de parentes e outras relações históricas e de consanguinidade, Portugal continua a ser os dos países menos desenvolvido da Europa. Basta ver que a sua classe média e não só procura obter vantagens em termos de postos de trabalho e outros serviços em países como luxemburgo, França, Suíça, Suecia, Itália e outros a nível da Europa. Apostar no mercado francês nunca foi uma má ideia. Ainda bem que o presidente João Lourenço tenha visto nisso uma grande oportunidade, apesar de ter frisado que a viagem teve também como finalidade agradecer o facto de ter sido recebido no Eliseu pelo presidente Emmanuel Macron na altura em que era apenas candidato à presidência da república. A língua não pode ser condição única para que tenhamos parceiros. olhar a Europa com olhos no português, única e exclusivamente, pode limitar quem pretende obter melhores resultados económicos e financeiros. daí que um acordo no âmbito da francofonia não seja coisa do outro mundo. Há muito que andamos fechados ao mundo porque de camões não passávamos.