Formação:Multichoice lança projecto virado às indústrias cinematográficas

A Multichoice Angola procedeu, ontem, ao lançamento do projecto “Multichoice Talent Factory” (MTF), ocorrido no Xyami Nova Vida, em Luanda.

POR: Valquíria Martins

O projecto, cujas candidaturas decorrem até ao próximo dia 05 de Julho, visa promover um ciclo de formação destinado a jovens produtores/realizadores africanos, sendo que serão seleccionados 60 formandos (20 por cada região), de 13 países africanos onde opera a Multichoice. Os profissionais do sector cinematográfico e de televisão a serem apurados deverão receber formação por um período de 12 meses, na Academia MTF da Zâmbia, em que vão adquirir competências, experiências e qualificações para uma carreira de sucesso dentro da indústria criativa.

Ali, os estudantes da Academia MTF, terão acesso a um conjunto de conhecimentos para desenvolver o seu talento, onde vão interagir com profissionais da indústria e contar histórias africanas autênticas através dos seus currículos abrangentes que inclui conhecimento teórico e experiência prática em cinematografia. Desse modo, sob a chancela da Multichoice Angola, os potenciais candidatos, aspirantes, criativos de TV e cinema, são convidados candidatarem-se na academia MTF, por via de um site disponível na plataforma da Multichoice África.

Enaltecimento

O ministro da Comunicação Social, João Melo, testemunhou o acto, durante o qual manifestou-se satisfeito pela iniciativa, tendo realçado que antes do ingresso no mundo do cinema precisa-se de formação, de modos a que se possa ter um produto final de qualidade. O ministro manifestou, na ocasião, a vontade em proporcionar apoio institucional à iniciativa, tendo-a considerado profunda e necessária para que os jovens estejam munidos de potencial e vontade de fazer diferente e com seriedade, pois o mundo do audio-visual em Angola precisa de mais produtoras locais.

“Vamos apoiar esse projecto que visa o desenvolvimento técnico, mas o mais importante ainda é que os jovens ganhem gosto pela literatura angolana para serem adaptadas e reflectidas nos ecrãs, sem esquecer da promoção de mais conteúdos locais de produção audio- visual”, apelou. Por sua vez, Adilson Garcia da Multichoice frisou que os beneficiários desta formação em Angola, têm como condição a fluência na língua inglesa uma vez que os avaliadores serão internacionais e usarão apenas o inglês para se comunicarem, logo não haverá tradução para quem não entenda nem fale o idioma” .