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Fábrica de massa alimentar produzirá 15 mil toneladas ano

Em funcionamento desde Janeiro do ano em curso, a unidade fabril já garantiu 120 postos de trabalho directos para nacionais e estrangeiros – um novo investimento de USD 25 milhões, espera-se por mais empregos nesta fábrica que ontem recebeu a vista da ministra da Indústria, Bernarda Martins

POR: Borges Figueira

A produção de bens alimentares e o incentivo à industria alimentar, são as grandes prioridades do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), que atribui grandes responsabilidades na produção de bens alimentares, sector que ganhou um impulso com a entrada em funcionamento da AP Food, frisou a ministra da Indústria, Bernarda Martins. A fábrica de massas alimentares denominada “AP Food”, conta actualmente com uma produção acima de 15 mil toneladas. Trata- se da unidade de produção de massas orientais, cujo funcionamento já arrancou com uma linha que visa reduzir as importações deste bem alimentar.

Até ao fim do ano, a empresa pretende aumentar a produção para 40 mil toneladas por ano. “Ainda é pouco para aquilo que o país importa. É paulatinamente que vamos substituir as importações. O país faz um consumo de massas alimentares na ordem das 140 a 160 mil toneladas por ano, o que significa que uma indústria apenas não cobre as necessidades do mercado. Mesmo assim, vamos caminhar para a substituição das importações”, realçou Bernarda Martins. Na ocasião, a ministra revelou que há outras propostas de outros empresários privados que pretendem abrir fábricas de bens alimentares, um dado que permite antever uma redução considerável nos próximos três anos. No entanto, recorda que para a produção de massa, a farinha de trigo é indispensável. “Este também é um campo que está a ser trabalhado por outros empresários nacionais.

Já temos uma parte do mercado coberto, não especificamente para este tipo de massa, porque a farinha de trigo deve ser produzida com qualidade específica”, esclareceu. Na sua óptica, os industriais que estão no mercado e os demais que pretendem abrir fábricas no país, devem apostar na produção de trigo para este tipo de indústria. Acerca da falta de matéria-prima, a ministra da Indústria referiu que actualmente não existe nenhuma dificuldade, porque o país conta com três fábricas em pleno funcionamento e com capacidade para abastecer o mercado nacional, daí que admite que ainda não há capacidade para substituir as importações desse produto.

Para José Paulo Van-Dunen, director- geral da AP Food, numa primeira fase, a unidade fabril tem uma capacidade instalada para produzir duas toneladas e 200 quilos por hora, sendo que em meados do próximo ano terá capacidade para sete toneladas/ hora, ressaltando que o investimento para a primeira fase está orçado em USD 25 milhões. A unidade fabril está instalada no Pólo Industrial de Viana, permitiu a criação de 120 novos postos de trabalho, três dos quais são expatriados, cujo mercado preferencial é o informal. AP Food tem como meta atingir os objectivos da empresa que consistem na instalação de uma segunda linha de produção, cujo início está previsto para o ano em curso (2018), bem como a construção de uma moageira destinada a abastecer a fábrica com matéria-prima. Este investimento que está avaliado em USD 25 milhões, vai permitir a criação de novos postos de trabalho directos para nacionais.

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