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Guiné-Bissau estupefacta com declarações “levianas” do FMI

A Autoridade Reguladora Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação da Guiné-Bissau (ARN) afirmou estar “estupefacta” com as declarações do representante do Fundo Monetário Internacional em Bissau sobre dinheiro que não entra na tesouraria, que considerou “levianas”.

 Autoridade Reguladora da Comunicação da Guiné-Bissau estupefacta com declarações “levianas” do FMI

Em comunicado enviado hoje à imprensa, e assinado pelo seu presidente, Abdu Jaquité, aquela instituição “lamenta o facto de as declarações levianas, irresponsáveis e ambíguas terem sido proferidas por uma pessoa que, pelo prestígio e credibilidade da instituição que representa, dela se esperar rigor e precisão nos dados que difunde”.

Na terça-feira, o representante do FMI em Bissau, Oscar Melhado, afirmou que existem sinais de má gestão na empresa de electricidade e água e na autoridade reguladora nacional das telecomunicações.

“O problema da EAGB prende-se com a gestão e governabilidade da empresa, com muita corrupção e não sou eu que o digo, é o resultado de uma auditoria que determinou muitas irregularidades naquela empresa”, declarou Óscar Melhado, durante uma conferência numa universidade em Bissau.

Óscar Melhado afirmou estar na posse de informações que indicam que mais de cinco mil milhões de francos CFA (cerca de sete milhões de euros) não dão entrada na tesouraria da autoridade reguladora das telecomunicações, referindo-se a pagamento feitos pela instituição que representa.

“Ao senhor Óscar Melhado importa lembrar que a credibilidade e prestígio da instituição que representa é deveras incompatível com a promiscuidade que tem caracterizado a sua actuação, pelo que, em nome da preservação dos valores fundamentais do FMI, deve arrepiar caminho”, refere o presidente da autoridade reguladora das telecomunicações.

Abdu Jaquité esclarece também que a “média anual de receitas efectivamente recebida está muito aquém dos cinco mil milhões de francos cfa anunciados pelo representante do FMI e deram entradas nas contas bancárias da ARN, nos termos da lei”.

“Importa sublinhar e lamentar que, apesar das declarações do senhor representante, a delegação do FMI na Guiné-Bissau não tem vindo a cumprir com a sua obrigação legal de pagamento de taxas de utilização de frequências e de gestão e controlo de estações devidas pela utilização da sua estação VSAT”, conclui.

 

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