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A confeiteira de mãos cheias

Foi a confeitar bolos como hobby e para os familiares que Filipa Conteriras da Silva começou a ganhar paixão pela pastelaria e não mais parou. Actualmente é psicóloga clinica , dona da requintada pastelaria Pippa Cake. Pela diversidade dos produtos, é considerada uma confeiteira de mãos cheias

POR: Patrícia de Oliveira

Moderna e apetrechada, a pastelaria Pippa Cake localizada no novo centro comercial Tuafeni, que significa alegria na língua nacional Umbundo, surgiu há três meses, e conta com uma diversidades de bolos, gelados e outros mimos. O novo espaço abre às 6:30 e encerra às 21 horas. Natural da província do Cuanza- Sul, concretamente do município do Sumbe, Filipa Contreiras da Silva mudou-se para Portugal ainda adolescente, quando tinha 17 anos de idade para fazer formação em psicologia onde permaneceu até à idade adulta.

De regresso a Luanda, Filipa da Silva queria comemorar o aniversário da filha e deparou-se com os preços elevados de bolos de aniversário. Foi então que decidiu levar adiante o seu sonho de abrir uma pastelaria e mostrar os verdadeiros dotes de uma pasteleira de mão-cheia. Numa primeira fase, Filipa da Silva confeitava os bolos em casa e experimentava receitas novas, e foi tendo incentivo dos colegas, amigos, principalmente do esposo, Décio da Silva, que foi o responsável do design da pastelaria e está a criar um site para encomendas.

“Tenho paixão em fazer bolos e estou atenta aos detalhes que fazem a diferença. Muitas vezes considero esta arte como terapia”, disse, entusiasmada. Para abrir a pastelaria Pippa Cake, Filipa da Silva investiu cerca de KZ de 10 milhões, em equipamentos diversos, estufas, mesas e na decoração do espaço. Neste momento, os confeiteiros da pastelaria Pippa fazem todo o tipo de bolos desde os mais elaborados aos caseiros, gelados, sobremesas, pão, e milkshake diversos. Tal como noutros negócios, as vendas dependem dos dias. Em média, num só dia pode-se vender 6 bolos de aniversário, enquanto para os casamentos encomendam- se acima de 100 sortidos e outras variedades.

“O rendimento com a venda dos bolos é gradual e pode-se atingir até Kz 100 mil. Há dias em que temos apenas um rendimento de Kz 50 mil. O final de semana é mais concorrido”, enfatizou. Os preços dos bolos variam de acordo com o tamanho e o tipo de massa. Os preços  variam de Kz 10 a 20 mil. “Os bolos feitos com pasta americana e de casamento são mais caros”, explicou. A confeiteira refere que não trabalha com produtos pré-fabricados, mas faz as próprias massas e creme para garantir melhor qualidade aos produtos. “Para cada bolo confeitado é usada uma receita própria, dá mais trabalho, porém é mais saboroso”, referiu. Segundo a pasteleira, os bolos mais requisitados são os de chocolate, com recheio de caramelo com quitaba, sortidos, e os bolos com cobertura de creme. “Antes de abrir a pastelaria, em Dezembro, confeitei perto de 30 bolos diversos, principalmente tortas, folhados”, referiu Filipa.

Dificuldades

A principal dificuldade prendem-se com a aquisição de alguns produtos, nomeadamente, o chocolate em barra. Outra dificuldade que enfrentam é a gestão de recursos humanos, pois encontrar funcionários competentes é muito difícil. “Estamos a criar uma equipa estruturada para se adaptar aos novos conceitos de confeitaria”, realça. Filipa da Silva apela ao governo no sentido de apoiar os empresários (benefícios fiscais), para que haja mais investimentos e estabilidade.

Projectos

A principal meta passa por fazer crescer o negócio, aumentar o volume de vendas e futuramente abrir filiais noutros pontos do país. Está em carteira a criação de um site para os clientes poderem falar e fazer encomendas online. Nos próximos tempos, os clientes poderão fazer encomendas através de uma aplicação do Tablet ou Smartphone. Faz ainda parte dos planos da gestora entregas ao domicílio. No total, a empresa emprega 10 funcionários, distribuídos em diferentes áreas.

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