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Crise congolesa: “O Papa desempenha um papel activo nesta questão e deixou clara a sua posição”

O compromisso da Igreja na crise eleitoral congolesa é, ao mesmo tempo, resultado da sua doutrina, do interesse pronunciado do Vaticano e da intensa competição religiosa, observa na última nota, do jornal la croix, o jornalista laurent larcherta

O cronista observa que o envolvimento da CENCO (Conferência Episcopal Nacional do Congo) na crise congolesa está de acordo com o ensinamento da Igreja. “O Concílio Vaticano II afirma que: no seu próprio terreno, a comunidade política e a Igreja são independentes e autónomas.

Mas ambos, embora de maneiras diferentes, servem à vocação pessoal e social dos mesmos homens”, diz ele.

O jornalista, cujos relatórios foram indicados várias vezes para o Prémio Bayeux para Correspondentes de Guerra, ressalta que o Papa Francisco estava abertamente comprometido com essa linha do Concílio Vaticano II. Ele ilustra isso pela elevação do jovem bispo de Bangui, Dieudonné Nzapalainga, como “cardeal”, “mais conhecido pelo seu papel na crise da África Central do que pelas suas qualidades teológicas”.

Lawrence Larcher também confia no facto de que, entre os nove cardeais que compõem o conselho para reformar o governo da Igreja (G0), o papa escolheu o cardeal Laurent Monsengwo, a figura que incorpora na RDC a oposição ao governo de Joseph Kabila.

Comparando o compromisso da Igreja com a política na República Democrática do Congo, o jornalista ressalta que, em contraste com os anos 90, o papa desempenha um papel activo nessa questão e deixou clara a sua posição. O jornalista também explica as razões desse compromisso pelo facto de Roma não querer “perder” a África e, em primeiro lugar, a juventude.

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