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João Lourenço felicita novo chefe do governo espanhol

O Presidente da república, João lourenço, enviou ontem ao novo presidente do governo espanhol, Pedro sanchez, uma mensagem de felicitações pela ascensão ao cargo, augurando-lhe os maiores êxitos no desempenho da nova missão

Na missiva, o estadista angolano aproveita para manifestar o desejo do Executivo angolano trabalhar com o governo de Espanha no sentido de aprofundar as relações de cooperação e amizade existentes entre os dois países e povos.

O novo presidente do governo da Espanha, o socialista Pedro Sánchez, de 46 anos, tomou posse, ontem, Sábado (2), diante do rei Felipe VI e na presença do seu antecessor, o conservador Mariano Rajoy. Sánchez fez o juramento ao assumir o cargo sem a presença de símbolos religiosos católicos, rompendo uma tradição seguida por todos os presidentes da Espanha democrática.

O novo presidente define-se como ateu e defende que a Espanha seja um Estado laico, e tomou posse um dia após ganhar uma histórica moção de censura contra Rajoy.

Entre outras medidas, Sánchez pretende retirar a obrigatoriedade do estudo da religião da educação pública. Sánchez, um economista de 46 anos sem experiência de governo, prestou juramento ante o rei Felipe VI no Palacio de la Zarzuela, perto de Madrid. “Prometo, pela minha consciência e honra, cumprir fielmente com as obrigações do cargo de presidente do Governo, com lealdade ao rei, e guardar e fazer cumprir a Constituição como norma fundamental do Estado, assim como manter o sigilo das deliberações do Conselho de Ministros”, leu Sánchez.

O líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) foi eleito como novo chefe de governo na Sexta-feira após obter o apoio da maioria absoluta do Congresso numa moção de censura para forçar a saída de Rajoy.

Angola aguarda “ansiosamente” pela visita de António Costa

O chefe de Estado angolano, João Lourenço, disse esta Sexta-feira que Luanda ainda aguarda o envio do processo judicial envolvendo o ex-vice-Presidente Manuel Vicente por Portugal, mas assume aguardar, ansiosamente, a visita do primeiro-ministro português.

A posição foi expressa pelo Presidente e chefe do Governo angolano numa entrevista emitida hoje pela Euronews, no âmbito da visita oficial de João Lourenço a França, entre 28 e 30 de Maio, e antes de visitar a Bélgica, entre 4 e 5 de Junho.

“As relações com Portugal vão bem. Estamos ansiosos por receber o primeiro-ministro, António Costa, em Luanda. Ao nível dos ministros das Relações Exteriores, os dois países estão a acertar datas, e isso vai acontecer a todo o momento”, afirmou João Lourenço.

O desanuviamento das relações entre Angola e Portugal surgiu após o Tribunal da Relação de Lisboa ter decidido, em Maio passado, enviar o processo que envolve o ex-vice-Presidente angolano Manuel Vicente para julgamento em Luanda, um caso que há vários meses estava a causar mal-estar nas relações entre os dois países.

O Governo angolano exigia o cumprimento dos acordos internacionais e o envio do processo para julgamento em Luanda, pretensão que mais de cinco meses depois do início do julgamento, em Lisboa, teve o aval do tribunal. “Eu dizia, na minha primeira grande entrevista, no início do corrente ano, que nós não pretendemos lavar, digamos, a imagem do engenheiro Manuel Vicente, se é que ela está suja.

A acusação de que ele praticou um crime, tem a presunção de inocência, tão logo recebamos o processo de Portugal as entidades competentes da Justiça vão prosseguir com o processo”, disse ainda, nesta entrevista, o chefe de Estado angolano. Durante a visita a Paris, João Lourenço, manifestou, no Palácio do Eliseu, o interesse de Angola em ser membro da Organização Internacional da Francofonia e recebeu o apoio do seu homólogo francês, Emmanuel Macron.

Para o Presidente angolano, pode mesmo seguir-se um pedido idêntico à Commonwealth, comunidade que junta os países anglófonos. “A exemplo do que se passa com Moçambique, que está ali encravado entre países anglófonos (…) e acabou por aderir à Commonwealth, também Angola está cercada, não por países lusófonos, mas por países francófonos e anglófonos.

Portanto, não se admirem que estejamos a pedir agora a adesão à francofonia e que daqui a uns dias estejamos a pedir também a adesão à Commonwealth”, apontou. Sobre as exonerações de Isabel dos Santos da liderança da petrolífera Sonangol, em Novembro, e de José Filomeno dos Santos, no Fundo Soberano de Angola, em Janeiro, João Lourenço disse que não foram exonerados dos cargos por serem filhos do ex-Presidente, José Eduardo dos Santos.

“Eu não mexi em filhos do ex-Presidente, mexi em cidadãos angolanos. São cidadãos angolanos, estão sujeitos, tanto como os outros, às mesmas regras. Nesses oito meses não foram exoneradas apenas duas pessoas”, disse, na mesma entrevista ao canal europeu.

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