Presidência de Angola na SARPCCO reduz crimes transfronteiriços

Durante a sua presidência na organização de cooperação regional dos chefes de Policia da África austral (sarPcco), angola participou, por via da Polícia Nacional e do seerviço de Investigação criminal (sIc), em importantes missões da saDc, o que permitiu tornar a zona mais segura, segundo o ministro do Interior

Ângelo Veigas Tavares disse, esta semana, que a presidência de Angola na Organização de Cooperação Regional dos Chefes de Policia da África Austral (SARPCCO) permitiu a investigação e o esclarecimento de alguns crimes transfronteiriços que ocorreram ao nível desta sub-região de África, em 2017.

Segundo o governante, durante o seu mandato, que teve a duração de um ano, a Polícia Nacional e o Serviço de Investigação Criminal de Angola desenvolveram importantes acções no domínio da cooperação e coordenação de operações conjuntas que resultaram no esclarecimento de algumas acções delituosas transfronteiriças e transnacionais. Explicou que este resultado deveu-se à intensa relação e troca de informações com a INTERPOL e com outras organizações de defesa e segurança internacionais.

O responsável deu a conhecer ainda que durante a sua presidência neste importante órgão, Angola participou, por via da Polícia Nacional e do Serviço de Investigação Criminal (SIC), em importantes missões da SADC, o que permitiu tornar a zona mais segura.

Assim sendo, assegurou que Angola deixa o órgão de defesa da SADC com o sentimento do dever cumprido, assegurando o compromisso do país em continuar a colaborar com a Polícia da Republica da Zâmbia que assumiu, esta semana, a presidência.

Afirmou que a região Austral, embora seja das mais seguras e politicamente estáveis ao nível do continente, continua a registar ainda alguns focos de instabilidade com tensões e conflitos sociais geradores de intranquilidade e insegurança das populações, facto que tem motivado fluxos migratórios internos e externos, estimulando, assim, o aumento da emigração ilegal e o número de refugiados.

Neste sentido, notou, a SARPCCO deve continuar a assumir o seu papel de uma organização de referência incontornável no âmbito da materialização dos objectivos de defesa e segurança da SADC.

Roubo de viaturas para Angola reduz Segundo ainda Ângelo Veigas Tavares, ao nível da região foi registada a redução da intensidade de alguns crimes, como é o caso do roubo de viaturas na Namíbia e na África do Sul que posteriormente eram revendidas em Angola. Já o mesmo não se pode dizer dos crimes de tráfico de drogas e de seres humanos, branqueamento de capitais e outras acções delituosas que se configuram em crimes transfronteiriços e transnacionais.

Diante de tais acções, o governante solícita por parte dos órgãos de polícia dos países membros da SARPCCO a conjugação de esforços para a sua prevenção de forma a tornar o seu combate mais facilitado. “Os nossos países não devem servir de retaguarda para aqueles que, em prejuízo dos seus próprios países e povos, criam fortunas por via da corrupção e do branqueamento de capitais”, defendeu.

Busca de recursos

Actualmente, uma das grandes dificuldades da sarPcco prende-se com a falta de recursos devido à ausência de contribuição dos países membros.

Essa situação tem feito com que grande parte dos projectos e programas da organização estejam inviabilizados. Jorge cardoso, director do órgão para os assuntos de Defesa e segurança da SADC, disse que vai, nos próximos tempos, desdobrar-se no melhoramento do estado financeiro quer por via dos países membros quer de outras organizações internacionais, com vista a alterar o cenário.

Neste sentido, o responsável fez saber que a INTErPol tem sido um dos grandes parceiros e que tem apoiado as políticas de segurança ao nível da saDc, o que tem tornado a região num espaço cada vez mais seguro para morar.