Moradores do 25 de dezembro em caxito queixam-se de assaltos

Apesar de o referido centro habitacional possuir energia eléctrica, os actos de delinquência acontecem mais no período nocturno, no percurso entre o aglomerado de residências e a estrada principal

Texto de: Alberto Bambi

Os habitantes do bairro 25 de Dezembro, em Mabubas, município do Dande, província do Bengo, estão preocupados com a onda de assaltos que sofrem vizinhos próximos das suas casas, devido à falta de policiamento nessa área. “Normalmente, os delinquentes ficam aí na entrada do bairro, de manhã muito cedo ou à tardinha, quando o pessoal que vende em Caxito está a sair ou entrar, porque este caminho tem capim muito alto e, quando chove, acontece a estrada de terra batida ficar quase impedida pela vegetação”, contaram algumas moradoras, que pediram anonimato, alegando questões de segurança pessoal.

Algumas delas, que revelaram já ter perdido dinheiro, telefones e parte dos produtos que comercializam, asseguraram que os assaltantes demonstram ter um domínio total do movimento do bairro, o que as leva a desconfiar que estes estão em colaboração com certos moradores ou indivíduos que frequentam o bairro.

Há duas semanas, as vítimas adoptaram o sistema de entrarem em grupo, ao ponto de se esperarem à entrada do bairro, mas as interlocutoras deste jornal acreditam que a medida não lhes vai trazer tranquilidade por muito tempo, pois, segundo argumentaram, os malfeitores devem estar a estudar outros métodos de actuação.

“Há mais de quatro dias que ainda não temos nenhum registo também porque, agora, quando chegamos, ligamos aos nossos maridos e filhos mais velhos para virem assegurar-nos, a partir da estrada principal, que liga Mabubas a Caxito”, adiantaram as senhoras.

Questionadas se costumam participar as ocorrências à polícia local, os moradores informaram que os agentes têm de vir da sede do município e este processo demora muito tempo. Retirada dos polícias motivou o crime Sobre o policiamento, o jovem Domingos Miranda informou que, em 2015, quando foram realojados nessa localidade, a polícia havia montado um posto, garantindo a cobertura da área, com dois agentes por dia, mas depois de um ano retirou os polícias, sem dar qualquer satisfação à comunidade.

“Foi aí que o bairro 25 de Dezembro começou a ser visitado por gente que não possuía nenhum conhecido no centro habitacional, alguns dos quais alegavam estar de passagem, mesmo sabendo que do outro lado só havia acesso para as lavras, que também são recentes”, contou Domingos Miranda, recordando que os forasteiros deixaram de prestar satisfação a um corpo de segurança local.

Por isso, o jovem reiterou a vontade da comunidade, pedindo aos dirigentes para voltar a colocar o posto de asseguramento, de modo a devolver-se a tranquilidade dos então desalojados de Caxito. Por ser polícia, Matias costuma ser frequentemente abordado pelos seus vizinhos sobre as razões que levaram a corporação a retirar o posto policial da zona e acerca de um regresso de um corpo de asseguramento, mas, apesar de alegar que não compete a ele dar um esclarecimento de tal decisão, limita-se a repetir que a polícia actua em função de necessidades pontuais, lembrando que, durante os cerca de dois anos que esse povo viveu na condição de desalojado, em Caboxa, teve sempre a presença dos agentes da ordem.

Relativamente aos assaltos narrados, reconheceu que existem, mas sublinhou que tudo indicava tratar-se de acções perpetradas de forma oportuna, supostamente sob a colaboração de alguns residentes.

Coordenação traça medidas além da ausência da Polícia, o coordenador Jesus considerou a falta de iluminação e a falta de colaboração dos moradores, aos Sábados, na desmatação do percurso, como uma das causas da atracção desses meliantes, que encontram, facilmente, um espaço para se esconder.

“Mas, nas reuniões que temos com os dirigentes da administração, estamos sempre a questionar as razões que levaram à desactivação do posto da Polícia que nos garantia a segurança”, frisou o coordenador, tendo acrescentado que a única satisfação que lhe resta é a esperança de dias melhores.

Enquanto esperam pela efectivação da promessa, o líder dessa comunidade pede o engajamento de todos os moradores nas medidas de prevenção traçadas pela coordenação. “Não existe nenhuma intenção de ditar um “recolher obrigatório”, no bairro, mas não podemos revelar essas medidas, porque os delinquentes também lêem jornais”.