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Angola sem vagas para a função pública

O Estado angolano esgotou a capacidade de empregar na função pública e vê como saída a criação de postos de trabalho no sector privado nacional e estrangeiro. Bélgica:Presidente da República, João Lourenço.

”A oferta de emprego não é grande e temos de investir no sector privado”, afirmou nesta segunda-feira em Bruxelas, Bélgica, o Presidente da República, João Lourenço.

Segundo o estadista, que falava num encontro com a comunidade angolana no Reino da Bélgica e Luxemburgo, o caminho é a aposta na criação de um melhor ambiente de negócios.

Por via dessa melhoria, o Chefe do Executivo espera que sejam atraídos mais investidores privados e como resultado tragam novos postos de trabalho.

Angola conta com 385.423 funcionários e agentes administrativos, maioritariamente vinculados aos sectores da educação e saúde, 67% do total de efectivos da função pública.

Em Janeiro deste ano, o Presidente João Lourenço admitiu que “a função pública tem excedente de trabalhadores”, sublinhando que “para melhorar os salários na função pública deve ser acompanhado da sua redução”.

No encontro de quase duas horas, em Bruxelas, João Lourenço falou da diversificação da economia do país e da necessidade de desenvolver a agricultura e todos outros sectores fora dos petróleos.

Da parte da comunidade angolana, o Presidente ouviu preocupações sobre a dificuldade para renovar os documentos de cidadão nacional  os entraves no envio de dinheiro a familiares em Angola.

Foi pedido ao Chefe de Estado que se pondere o direito ao voto dos angolanos que vivem no estrangeiro.A ideia é que cada um desses angolanos vote para as eleições gerais a partir do país de residência.

A Constituição de Angola não prevê a eleição de deputados no círculo do exterior do país. Os angolanos residentes no estrangeiro só podem votar no território nacional.

Terça-feira, último dia da visita à Bélgica do Presidente angolano, João Lourenço desloca-se à Antuérpia, uma cidade conhecida como centro mundial de lapidação de diamantes e pelo seu porto, um dos maiores do mundo, localizado nas margens do rio Escalda.

Em Antuérpia o estadista angolano vai visitar, entre outras instituições, uma empresa de importação e exportação de diamantes, a bolsa de valores e o porto local.

No foco da deslocação a Bélgica, segunda etapa de uma digressão europeia, está o reforço dos laços entre os dois Estados.

Em 35 anos de cooperação foram rubricados quatro acordos, dois memorandos e três contratos empresariais.

No topo dessa parceria está o Acordo de Cooperação Económica, Científica e Cultural, assinado a 26 de Abril de 1983.

O documento definiu o quadro jurídico regulamentador da cooperação bilateral e instituiu a Comissão Mista que teve a última sessão em 1992,  Bruxelas.

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