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Editorial: Lourenço defendeu-se

Ao ter desautorizado o ministro dos Transportes numa entrevista à Euronews, quando abortou a ideia da criação de uma companhia aérea para a exploração de voos domésticos, resultante de um consórcio entre a TAA G, ou seja, o Estado, e uma série de companhias privadas que aos olhos da sociedade nada têm a oferecer, pelo menos uma delas com os bens penhorados pelo tribunal, por dívidas, João Lourenço, o Presidente da República, defendeu-se de uma situação que poderia ser fatal para a sua imagem, para a postura política que escolheu. Não haveria como justificar tal acto de salvação de interesses privados com recurso ao Estado, que é no que resultaria, em última instância, todo o arranjo. Lourenço mostrou-se atento e deu um sinal importante de consolidação, prática, do seu discurso em defesa do bem comum.

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