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Empresários estrangeiros pretendem investir na indústria têxtil em Malanje

Um consórcio liderado por norte-americanos, que inclui ainda empresários alemães, turcos e moçambicanos, está interessado em investir numa fábrica têxtil na província. Domingo último, acompanhado pela ministra da Indústria, Bernarda Martins, o grupo deslocou-se à província de Malanje para apresentar o projecto de investimento, constatar as condições e o ambiente de negócio junto do Governo local

POR: Miguel José, em Malanje

O consórcio TSG-Global Holdings manifestou o interesse de investir USD 150 milhões na indústria têxtil, com a produção do algodão, a transformação, produção de fiação e tecidos, na província de Malanje, segundo o empresário norte-americano, Rubar Sandi. Dirigindo-se à imprensa local, à saída da conferência que manteve com a ministra da Indústria, Bernarda Martins, e com o governador anfitrião, Norberto dos Santos, “Kwata Kanawa”, Rubar Sandi assinalou que o supracitado valor está dimensionado apenas para a componente industrial, sendo que a inclusão da componente agrícola vai multiplicar o montante.

Todavia, o empresário revelou que com o envolvimento da produção agrícola, o projecto vai gerar 40 a 50 mil postos de trabalho. Da intenção à prática, em virtude do tempo e a discussão do investimento não depender exclusivamente de um consórcio, mas, de acordo o empresário, do diálogo a manter com as diferentes entidades governamentais, logo assim que o projecto for aprovado, será necessário um período de um ano para colocar as unidades industriais em funcionamento. “A nossa intenção é que tudo corra o mais rápido possível”, ansiou. Pólo de Desenvolvimento industriais em funcionamento A nossa intenção é que tudo corra o mais rápido possível”, ansiou.

Pólo de Desenvolvimento Industrial de Malanje

Sendo Malanje uma província potencialmente agrícola, essencialmente na cultura do algodão, a titular do sector da Indústria confirmou que a sua presença na terra da Palanca Negra Gigante, em companhia do grupo empresarial estrangeiro, serviu para apresentar as condições de produção de algodão. “Eles pretendem começar com a produção do algodão, para evoluir com a instalação de uma indústria têxtil a ser instalada no Pólo de Desenvolvimento Industrial de Malanje (PDIM)”, esclareceu a ministra. Bernarda Martins referiu que os desafios inerentes ao harmonioso desenvolvimento do PDIM começam agora a ficar ultrapassados, pelo facto de já estarem reunidas as condições destinadas à instalação de electricidade e água canalizada, premissa essencial para que os industriais instalem a indústria pretendida.

A ministra assegurou que os ministérios da Indústria e da Agricultura já trabalham juntos para a criação de condições para que ainda este ano o grupo empresarial comece a produzir a matéria-prima principal. Dada a actual carência em energia eléctrica e de acessos para as localidades em que o algodão será produzido, a governante apontou a necessidade de o executivo trabalhar para resolver a situação. Por isso, revelou que está a trabalhar com o seu homólogo da Construção e, ao que tudo indica, até ao final deste ano começar-se- á a diligenciar condições para o efeito. “O acesso até ao Quela, região onde será produzido o algodão, está bem. Agora, para chegar à localidade propriamente agrícola, o executivo precisa de fazer um pequeno esforço”, concluiu. Sublinhe-se que, em anos idos, Malanje era a maior produtora de algodão em Angola. Porém, a Companhia de Algodão de Angola (COTONANG) que detinha o monopólio na produção de algodão paralisou actividades em 1974, em vésperas da independência, daí que o seu cultivo conheceu, em 1982, uma interrupção devido ao recrudescimento da guerra.

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