Fundo Soberano com nova estratégia de investimento

Como resultado da reestruturação em curso, o Fundo Soberano de Desenvolvimento Económico de Angola (FSDEA) vai agora assumir o seu verdadeiro papel e estimular o desenvolvimento do país

POR: Miguel Kitari

Com um novo Conselho de Administração liderado pelo economista Carlos Alberto Lopes, o Fundo Soberano de Desenvolvimento de Angola traçou uma nova estratégia destinada a imprimir outra dinâmica à instituição. Segundo o chefe de Departamento de Investimentos Alternativos do FSDEA, Jaime Carneiro, a reestruturação de que o fundo beneficia vai conferir-lhe mais capacidade interventiva, ocupando o seu papel específico, e assim contribuir para o desenvolvimento da economia nacional. No âmbito da nova estratégia, o FSDEA pretende ainda atrair novos investimentos externos para o país.

“O Fundo Soberano de Angola tem um mandato de estabilização, que consiste no apoio ao Governo no deficit orçamental, caso ele exista. O seu mandato consiste também em maximizar a economia. Falo do crescimento dos recursos para as gerações futuras”, disse o responsável, acrescentando que este processo está em fase de conclusão para ser apresentado nos próximos tempos. Existem vários modelos de investimento, sendo um directo e outro indirecto. “Em relação ao investimento directo, é aquele em que o fundo assume participações, ao passo que a componente indirecta envolve naturalmente outras entidades locais, como é o caso de outras instituições financeiras”, salientou. Para Jaime Carneiro, esta estratégia acaba por ser um importante factor de estímulo, recordando que o FDESA, enquanto investidor institucional, pode naturalmente fazer parcerias para cativar novos investidores e de forma real captar investimentos estrangeiros.

Sobre o FSDEA

O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) é uma instituição pública de Angola, legalmente ractificado em 2011 e oficialmente estabelecido em 2012, com uma dotação inicial de 5 biliões de dólares americanos, anunciado pelo ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, em 20 de Novembro de 2008, “para promover o crescimento, a prosperidade e o desenvolvimento económico e social de toda Angola”, através da execução de uma política de investimento aprovada em Junho de 2013. Em 2011, o Fundo Soberano foi estabelecido em substituição do Fundo Petrolífero de Angola, na altura o segundo maior fundo de investimento na África Subsariana, logo após o Fundo Pula do Botswana.