loader

Poesia de Agostinho Neto leva José José Luís Mendonça ao Auditório Pepetela

Nesta comunicação, o escritor José Luís Mendonça funde os conceitos de Literatura, Nação e história (s), como pano de fundo do enquadramento histórico da poesia de Agostinho Neto, membro efectivo do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola (1948) e da Revista Mensagem (1951-1952) ,assim como do período crucial da história da Literatura Angolana e a vigência desse legado na actualidade

POR: Valquíria Martins

A poesia de “Agostinho Neto e Seus Pares” será realçada em palestra a 17 deste mês, no Camões-Centro Cultural Português em Luanda, por José Luís Mendonça, segundo revelou o escritor. O colóquio enquadrado no III período da literatura angolana, a geração da Mensagem ou Movimento dos Novos Intelectuais de Angola, segundo alguns ensaístas desde meados dos anos 40 até 1961, é considerado um dos momentos privilegiados de imposição do processo literário nacional face à ordem cultural colonial.

Nesta comunicação, Luís Mendonça funde os conceitos de “Literatura, Nação e história (s) ”, como pano de fundo para o enquadramento histórico da poesia de Agostinho Neto, membro efectivo do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola (1948) e da Revista Mensagem (1951-1952).

Partindo da abordagem estético- política do colonialismo versada na obra do poeta Agostinho Neto e do seu ideário libertário, Mendonça apresentará, no final, um diagrama da poética do desenvolvimento africano e a correspondente visão do paradigma do Estado- Nação, assente em pressupostos morais e materiais visualizados no poema “A Voz Igual”; que permitem concluir que o direito de viver humanamente e o renascimento cultural são pressupostos básicos da utopia nacionalista dos Novos Intelectuais de Angola e do seu ideal pan-africanista fundados em princípios ético-antropológicos que, na actualidade, devem condicionar o mérito político dos líderes africanos, por forma a criar “o chilreio infantil da mocidade feliz”.

Últimas Notícias