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1milhão e 500 mil casos de malária em seis meses

O Ministério da Saúde diagnosticou, nos últimos seis meses, a nível nacional, um milhão e 500 casos de malária, dentre os quais mais de 2 mil casos resultaram em morte. O destaque vai para as províncias de Luanda, Benguela, Bié, Bengo, Huambo, Lundas Norte e Sul

POR: Stela Cambamba

A necessidade de continuar a trabalhar no combate às águas paradas, a falta de saneamento básico, o lixo, bem como a necessidade de se educar as famílias, para o comportamento saudável em relação à higiene pessoal e do meio, são algumas das apostas do sector da Saúde para o combate à malária. Sílvia Lutucuta, ministra da Saúde, disse ontem, em Luanda, durante o encontro metodológico sobre a malária, que as medidas ou estratégias traçadas pelo seu sector continuam, de modo a reduzir o número de casos, mas os números continuam a ser preocupantes.

“Foram contabilizados mais de um milhão e 500 mil casos diagnosticados, e mais de 2 mil mortes, ao nível nacional, nos últimos seis meses”, disse, tendo adiantado que, por agora, pretendem reforçar as medidas de combate e tratamento adequado, a luta anti-larva ou vectorial e também facilitar o diagnóstico precoce. Segundo a ministra, a malária por ser uma patologia que entra no grupo da síndrome febril, os profissionais devem ter os meios adequados para que possam diagnosticar com precisão, de forma a que não seja confundida com outras doenças. Entretanto, a população deve ser educada a não desvalorizar os sintomas como febre e acorrer sempre a uma unidade hospitalar, mais próxima. Reconhece que o que tem contribuído para o aumento da mortalidade por esta enfermidade é o tempo que se perde em casa, por parte da população, quando deviam rapidamente procurar os serviços de saúde. Quanto à distribuição de fármacos para o combate à malária, a responsável do sector garantiu estarem a ser feitos esforços, no sentido de fazer chegar a todos os níveis, mas nem sempre tem sido executado da melhor forma porque os números de casos variam, constantemente.

A ministra da Saúde afirmou que o encontro vem reforçar a necessidade que há em dar uma especial atenção à problemática da malária, olhar de um modo multi-sectorial e continuar a trabalhar de forma integrada com os outros sectores que têm um peso importante para o aparecimento da doença, Por sua vez, Ana Paula Victor, vice- governadora de Luanda para a área política e social, explicou que depois do lançamento da “Operação Malária”, no âmbito do programa Luanda-Saúde 2022, o evento aparece pela necessidade de se actualizar conceitos, normas e protocolos clínicos de combate à malária, fazendo da prevenção a principal frente desta luta. Contou que durante o lançamento da operação, tomaram conhecimento através da apresentação feita pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, de alguns dados, que devem reflectir sobre o tipo de modelo de combate à malária que deve ser implementado, de formas a gerar resultados satisfatórios a curto prazo.

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