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Descoberta: O segredo escondido na múmia egípcia que se julgava ser de um falcão

Devido à pequena estatura e as linhas decorativas que sugerem um pássaro, os arqueólogos do museu maidstone, em Inglaterra, sempre pensaram que no interior de uma múmia guardada há quase um século, havia um falcão. Engano. Graças a um estudo recente, especialistas descobriram que o sarcófago guarda os restos mortais de uma criança.

A múmia, catalogada como sendo o item EA 493, estava nesta galeria de arte, no condado de Kent, há várias décadas. Sempre se pensou que no interior estaria um pássaro, mais propriamente um falcão. Agora, depois de uma análise feita com micro-tomografias computarizadas, descobriu-se que no sarcófago está o corpo de um bebé que sofria de uma doença que se revelou fatal.

Andrew Nelson, da Universidade de Western, em Londres, acredita que o bebé, do sexo masculino, sofria de anencefalia, que acontece quando o embrião se desenvolve sem grande parte do cérebro ou do crânio. Os resultados foram apresentados num congresso que decorreu nas Ilhas Canárias, em Espanha, no final de Maio. A múmia está no interior de um pequeno sarcófago de gesso, pintado com o rosto de um falcão e hieróglifos dedicados a Hórus, um Deus egípcio com cabeça de falcão. Graças à análise desenvolvida por Nelson, foi possível encontrar impressões de sandálias humanas no relevo da caixa. Esta não foi a primeira vez que a múmia mereceu atenção dos investigadores. Já em 2016, funcionário da galeria de arte londrina descobriam que o corpo tinha os braços cruzados apoiados no peito, mas não chegaram a uma opinião conclusiva. “Foi muito complicado analisar o resultado das tomografias clínicas padrão.

A resolução era muito pequena”, disse Nelson, em comunicado a que a “Newsweek” teve acesso. Nas últimas análises, a equipa liderada pelo investigador da Universidade de Western conseguiu identificar os restos mortais com grande detalhe. Além do crânio mal desenvolvido, a múmia apresentava grandes anomalias na coluna vertebral. Os cientistas acreditam ter provas de que o bebé nasceu morto entre as 23 e as 28 semanas. “Deve ter sido muito trágico para a família dar à luz um feto com um aspecto muito estranho”, revelou o especialista. “A resposta dos pais foi mumificar o bebé. Trata-se de um procedimento muito raro. É que no antigo Egipto, os fetos tendiam a ser enterrados em vasos. Há apenas oito casos conhecidos, pelo que este indivíduo será muito especial”.

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