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Activo líquido do Banco Atlântico cresceu 13% em 2017

A Comissão Executivo do Banco Atlântico apresentou ontem, em Luanda, os resultados do exercício de 2017, tendo considerado positivo o referido ano. A ocasião serviu igualmente para o Banco anunciar que atingiu um milhão de clientes e que continua focado na concessão de crédito à economia

POR: Miguel Kitari

O Banco Atlântico assume- se como o líder da banca privada no país, sendo um dos que mais inova, criando soluções para os seus clientes espalhados no país. A digitalização é uma das apostas, permitindo que os clientes abram uma conta sem precisar de se deslocar aos balcões. Na apresentação feita ontem, na sua sede, em Talatona, o CEO do Banco Atlântico, Daniel Santos, avançou que os activos líquidos fixaram-se em Kz 1.069.661.343.000, representando um aumento de 13%, em 2017, ao passo que o crédito a clientes totalizou Kz 438.769.862.000, “números que colocam o Banco Atlântico como o maior banco privado no apoio às empresas e às famílias”, considerou o CEO. Em relação ainda ao período em análise, os recursos de clientes cresceram 8% face a 2016, totalizando Kz 801.365.710.000.

A Comissão Executiva do Banco considera 2017 um ano positivo, pois o número de clientes ultrapassou a barreira de Kz 1 milhão e 100 mil, representando um crescimento de 14%. O mesmo relatório refere que o resultado líquido referente ao exercício do último ano fixou-se em Kz 23.828.500.000, representando um crescimento de 26% face ao resultado líquido de 2016, o produto bancário cresceu 4% para Kz 83.829.599.000. Os custos operacionais fixaram-se em Kz 39.542.105.000, representando uma redução de 9%, fruto da melhoria dos níveis de eficiência na gestão dos recursos do Banco. O rácio cost-to-income teve uma redução de 5 pontos percentuais, fixando- se em 47% em 2017. Fundos Próprios de AKZ 128.539.040 milhares, representando um crescimento de 11%, passando a ser o 3º maior banco privado em termos de fundos próprios, cujo rácio de solvabilidade regulamentar é 12.4%, acima do limite regulamentar que é de 10%.

Crédito vencido, pois claro

Na actividade bancária nem tudo é positivo. Por exemplo, os resultados do Banco Atlântico referentes ao ano passado mostram que o rácio de crédito vencido foi de 7,2%, ao passo que o rácio de cobertura deste mesmo crédito foi de 137%. Daniel Santos sublinhou que sempre que houver sinais de aumento de crédito vencido serão tomadas as medidas adequadas. Para o CEO do Atlântico, é uma situação confortável, no entanto, ressalva que num momento económico como este é normal que a carteira de crédito impacte um pouco. “Temos imparidades, mas imparidades não significam perdas em absoluto”, alertou.

As imparidades surgiram em função do adiamento da realização de alguns projectos por parte dos empresários, pois apresentam várias dificuldades, sendo uma delas a dificuldade de importar máquinas e outros meios. No entanto, o quadro começa a ser mais animador à luz dos sinais de retoma da economia. “O Banco vai continuar a apostar no crédito. É o nosso melhor negócio”, revelou Daniel Santos O reforço significativo das Imparidades de Crédito fixou-se em 59%, que em termos de valor está agora fixada em Kz 17.006.000.000 no final do ano. O Banco contou com uma rede de 139 Pontos de Atendimento disponíveis em todo o país, e o número de colaboradores fixou-se em 1.840 no final do ano.

Um Banco do futuro

Em resposta a algumas perguntas, o CEO do Banco Atlântico começou por afirmar que a sua instituição tem como objectivo o apoio às famílias e à economia. Daniel Santos justificou tal afirmação com o facto de o Atlântico ser um dos maiores parceiros do programa Angola/ Investe, cujo foco está voltado para a agricultura. Daniel Santos defende que sem crédito não há economia. Refere que é por isso que o Banco entende que deve continuar a apostar no crédito – apesar do contexto macro- económico, pois sem crédito não há crescimento nem desenvolvimento económico. “Não dar os nomes dos clientes de forma desagregada, no entanto, posso dizer que o Banco é o líder do Angola/Invest, com mais de um terço do financiamento. E este programa assenta fundamentalmente na agricultura e na indústria, os sectores primários e secundários”, enfatizou. Avançou que ainda este ano os clientes do Banco não vão precisa de se deslocar aos seus balcões para abrir uma conta bancária, aliás, é intenção da sua Comissão Executiva digitalizar os os serviços. “Este ano vamos permitir que os clientes solicitem crédito fazendo recursoàs plataformas digitais. Isto é que faz o Atlântico um Banco inovador”, argumentou. O Banco foi o primeiro a abrir um balcão digital, a abertura de conta 100% digital, a máquina de depósitos, e o serviço de levantamento sem cartão multicaixa.

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