Resseguradora angolana pode iniciar actividade este ano

A ANGO -RE , poderá entrar em actividade ainda no decorrer deste ano, admitiu Aguinaldo Jaime, presidente da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG)

POR: Hélder Caculo

Com a entrada em funcionamento da resseguradora nacional, ANGO- RE, o país poderá poupar cerca de USD 500 milhões que anualmente gasta no exterior em pagamento de prémios de resseguros. O presidente da ARSEG sublinhou que numa altura em que a economia continua a registar escassez de divisas, a actividade de co-seguro poderia reduzir os custos com pagamento no exterior à resseguradoras internacionais. “Estamos a fazer tudo para que a ANGO-RE seja uma realidade o mais breve possível, sendo uma resseguradora nacional vai poder reter para si boa parte dos riscos que hoje são cedidos ao mercado internacional de resseguros“, disse Aguinaldo Jaime.

O presidente da ARSEG sublinhou que o processo de constituição da ANGO-RE está na fase final, estando neste momento a ser definido o plano de negócios e a composição de accionistas. Aguinaldo Jaime fez esses pronunciamentos, ontem, em Luanda, quando falava à imprensa, no final do 2º Fórum Petrolífero sobre a Actividade Seguradora, promovida pela Bonws Seguros. O responsável defendeu a criação do co-seguro como medida de retenção de recursos financeiros no país. No principio deste ano a ARSEG definiu como prioridades iniciativas como a conclusão do processo relativo à obrigatoriedade da contratação do seguro de importação de bens, a conclusão da reestruturação dos seguros das actividades petrolíferas, bem como a criação e início da actuação da resseguradora, a ANGO-RE, e do seguro agrícola.

Em relação à reestruturação no mercado de seguro para o sector petrolífero, Aguinaldo Jaime disse que actualmente o país tem registado uma enorme poupança em termos de divisas. “Os custos das actividades petrolíferas passaram a ser contratados nas melhores condições de qualidade e de preço. Quando esses custos são altos, cria-se uma pressão sobre a nossa balança comercial”, frisou. A segunda edição do Fórum Petrolífero sobre a Actividade Seguradora, analisou entre outros temas “As tendências e Desafios da Indústria ao nível global e nacional”, “A Prevenção e Protecção dos Riscos, Garantias Financeiras e o Contrato de Seguros”. Participaram no evento empresas seguradoras, petrolíferas , juristas e economistas.