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Carta do leitor: O dilema das autarquias…

Caro director do jornal O PAÍS, antes de mais desejo- lhe saúde e óptima disposição nesta manhã de Sexta-feira. Escrevo a partir do meu município, Matala, província da Huíla, onde felizmente o vosso jornal chega, embora com dois ou mais dias atraso.

POR: Gerónimo Catato
Matala- Huíla

Desde que se começou a falar das autarquias, muitas coisas me chamam atenção, embora seja leigo sobre políticas públicas. Há dias, o ministro da Administração e do Território, Adão de Almeida, interagiu com os internautas. Achei o processo de auscultação interessante, mas algumas explicações não me vêm convencendo, aliás ele também não sabe tudo. Mas, gostaria que houvesse consenso entre os partidos que têm assento parlamentar, uma vez que tudo está a ser feito em nome dos cidadãos e do Estado angolano. Por isso, fala-se muito também do gradualismo, apesar de estar na Constituição, está a ser muito mal interpretado. Acho que até viola um princípio fundamental, o direito ao voto, mas como sou leigo, fico por aqui. A tutela de mérito também é um assunto que deve ser bem analisada, porque vamos ter muitos problemas. As leis devem ser prolongadas no tempo e devem servir os seus destinatários com lisura e transparência e não apenas o grupinho. Espero que o pacote em questão responda os anseios dos populares. E que colham mais experiências positivas dos outros países, de modo a saber onde pode e não deve falhar. Ao que se sabe, a oposição vai fazendo reclamações, penso que se forem atendíveis, podem ser incluídas no pacote e espero que se ponha a arrogância de 50 anos para trás e ponto final. Viva Angola e as Autarquias

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