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Editorial: Pequenos paradoxos

Está convocada uma marcha, em Luanda, contra a criminalidade, que, nos nossos dias e pelo tipo de crime que ocorre com demasiada frequência, acaba por ser também uma marcha contra a violência. Se acontecer, esta não será a primeira marcha convocada com este propósito. Mas há um pormenor no folheto que circula nas redes sociais a convocar a marcha, refere, numa passagem, “bandido morto, uma famílias livres”. Claro que isto está relacionado ao caso da execução pública de um jovem por um agente do SIC. Aliás, os promotores apelam à libertação do homem do SIC. Então temos um país em que não há pena de morte, com forte violência de criminosos, que matam de forma sádica, e gente a apelar para que a Polícia desrespeite a lei, mate os criminosos. Paradoxo tudo isso, mais ainda quando o Assembleia Nacional não discute o assunto.

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