Execução do SIC ‘arrasta’ sete arguidos à PG R

O agente dos Serviços de Investigação Criminal (SIC), que aparece num vídeo a executar um suposto marginal no bairro do Benfica, junto ao banco BFA, em Luanda, faz parte do grupo de sete arguidos ouvidos na Segunda-feira, pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Apesar de o caso envolver sete agentes, o cidadão que disferiu os disparos que culminaram na morte do suposto marginal é o único que se encontra preso preventivamente, segundo um comunicado da Procuradoria Geral da República, a que OPAÍS teve acesso ontem. No comunicado de imprensa assinado pelo Sub-Procurador-geral, Álvaro da Silva João, a PGR diz que o processo corre os seus trâmites legais e depois de concluído serão prestados os esclarecimentos que se impuserem.

Todavia, o Comandante-Geral da Polícia Nacional, comissário-geral Alfredo Eduardo Mingas “Panda”, admitiu que se tratou de um excesso, mas fez questão de lembrar que o agente que efectuou os disparos estava inserido num combate com os marginais e que essa situação, geradora de grande stress, foi o cenário em que esse mesmo excesso foi cometido.

O comandante Panda fez tais declaração esta semana, durante o encontro mantido com as chefias militares do exército para preparar um plano de colaboração entre as duas forças, na área da formação e organização, como no possível futuro apoio dos militares às operações de combate ao crime no país.