Líder norte-coreano escoltado por aviões de combate chineses

A China poderá enviar aviões de combate para escoltar o líder norte-coreano, na deslocação a Singapura, onde se reunirá com o Presidente norte-americano, na próxima semana, noticiou um jornal de Hong  Jong.

Segundo o South China Morning Post, que cita fonte militar da Coreia do Sul, “escoltar [um chefe de Estado] com aviões é um dos protocolos de segurança mais elevados que uma força aérea pode oferecer”, ilustrando a reaproximação entre Pequim e Pyongyang.

“Se a China oferecer a escolta, poderá ser uma mensagem direta à aliança entre os EUA e a Coreia do Sul de que a China apoia firmemente o regime de Kim Jong-un”, afirmou a mesma fonte.

Os detalhes da rota que Kim vai percorrer, entre Pyongyang e Singapura, de cerca de 4.000 quilómetros de distância, são desconhecidos, mas Kim deve adotar fortes medidas de segurança durante a deslocação.

Segundo Lee Yon-keol, antigo membro do grupo encarregue de garantir a segurança da família dos Kim, e que desertou para a Coreia do Sul, é provável que o líder norte-coreano atravesse o espaço aéreo chinês, “visando garantir a sua segurança, já que assim terá a proteção da China”.

A primeira deslocação conhecida de Kim de avião para fora da Coreia do Norte, como líder do país, foi em início do mês passado, quando voou até à cidade chinesa de Dalian, a 360 quilómetros de Pyongyang, onde reuniu com o Presidente chinês, Xi Jinping.

Aquela viagem foi considerada um ensaio para a cimeira com Donald Trump, visto que anteriormente o líder norte-coreano deslocou-se sempre de comboio.Entretanto, prosseguem os preparativos para a reunião entre Trump e Kim.

Na quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Singapura, Vivian Balakrishnan, viajou até Pyongyang para abordar os detalhes do encontro com o homólogo norte-coreano, Ri Yong-ho.

A cimeira de 12 de junho será a primeira entre os líderes máximos dos EUA e da Coreia do Norte, após quase 70 anos de confrontação, e ocorre depois de no ano passado as tensões terem atingido um nível inédito desde a Guerra da Coreia (1950-1953), devido aos sucessivos testes nucleares e de misseis balísticos de Pyongyang e à retórica beligerante de Donald Trump.