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Linha de crédito da Espanha financia reabilitação da barragem hidro-eléctrica da Matala

O Ministro da Energia e Águas anunciou, recentemente, na cidade do Lubango, província da Huíla, o arranque para este ano da segunda fase do processo de reabilitação da barragem hidro-eléctrica da Matala

POR: João Katombela, na Huíla

Sem adiantar o valor do financiamento que Angola solicitou à Espanha, João Baptista Borges disse que a execução desta empreitada vai ser financiada pela linha de crédito que Angola estabeleceu com aquele país europeu. O responsável informou que as obras da segunda fase de reabilitação da Barragem da Matala compreendem a intervenção na casa de forças, que integra a zona em que se encontram instaladas as turbinas que produzem energia eléctrica. João Baptista Borges informou que estas obras, cujo orçamento já foi aprovado pelo Conselho de Ministros e pela Assembleia Nacional, vão custar mais de 100 milhões de dólares americanos

. “O corpo da barragem estava muito deteriorado e já foi reabilitado na primeira fase. Agora resta reabilitar a casa de forças, que é a área onde estão instaladas as turbinas que produzem energia eléctrica, bem como a sub-estação que faz a ligação com o Lubango e o Namibe. Esta parte vai ser feita no âmbito do financiamento da linha de Espanha no valor USD de 120 milhões e deverá arrancar ainda este ano”, garantiu. Com a reabilitação da parte do sistema hidro-eléctrico da Barragem da Matala, o Governo angolano pretende aumentar a sua capacidade produtiva para os 30 mega watt. Aumentada a produção de energia, disse o ministro da Energia e Águas que vai-se melhorar, igualmente, a distribuição deste serviço para as províncias da Huíla e do Namibe.

João Baptista Borges fez saber que o Ministério pretende durante os cinco anos de governação do MPLA electrificar todo o país, embora exista ainda por concluir a barragem de Laúca, que já consumiu avultadas somas de dinheiro dos cofres do Estado. A meta, revelou o governante, é atingir uma cifra de um milhão de ligações domiciliárias, numa média de 200 mil em cada ano, a contar já com o ano de 2018. “No mandato actual até 2022, está previsto realizar um milhão de novas ligações de energia eléctrica em todo o país, o que dá cerca de 200 mil por ano, isto para atender aquilo que é o objectivo que foi fixado no Programa do Governo, que é o acesso à energia eléctrica a 50 por cento da população do país”, assegurou.

Dívidas com empreiteiro condiciona conclusão da extensão eléctrica do Lubango

O ministro da Energia e Águas revelou, na cidade do Lubango, que o processo de extensão da rede de distribuição eléctrica da cidade, com destaque para as zonas peri-urbanas, está condiconado ao pagamento da dívida que o Governo tem com a empresa que no princípio do ano passado já havia arrancado com as obras em alguns bairros da cidade. Sem adiantar o montante da dívida e o nome da empresa que executou o trabalho, João Baptista Borges informou que já está na forja a solução para se inverter o quadro. Segundo explicou, além da liquidação da dívida, a preocupação do Governo reside na extensão da rede para as zonas peri-urbanas da cidade do Lubango. “Como se sabe, há um projecto de electrificação que foi iniciado, mas neste momento encontra-se suspenso por razões de ordem financeira. Naturalmente, neste momento o grande esforço que se está a fazer é retomar esse projecto com a regularização dos pagamentos ao empreiteiro”, explicou. O aludido projecto prevê a criação de 30 mil ligações domiciliares em toda a cidade, com incidência para os recém-habitados bairros da Tchavola, Kwaua e parte do bairro Nambambe

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