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Zonas de livre comércio podem fomentar emprego

A entrada de angola nas Zonas de Livre Comércio da SADC e Continental vai permitir a criação de empregos aos nacionais e dar mais abertura ao investimento em todo o país, defendeu o governador de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho

Texto de: Brenda Sambo

A adesão de Angola às Zonas de Livre Comércio ao nível regional e continental e vista como oportunidade para fazer crescer a economia do país. Segundo o governador da província de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, a espectativa é que a medida venha a fortalecer o mercado da província de Luanda e também atrair mais investimentos, empregos e o maior desenvolvimento industrial.

Adriano Mendes de Carvalho, que falava no Workshop sobre “A adesão de Angola à Zona do Comércio Livre Continental, promovido pelo Ministério do Comércio, com a participação das províncias de Luanda e do Bengo, frisou que a entrada do país nestes espaços de comércio representa a materialização de uma das aspirações da União Africana, de garantir a integração económica do continente.

“A Zona de Livre Comércio Africano pode impulsionar o comércio interno no continente, com investimentos ao nível dos diversos sectores. As infraestruturas de telecomunicações, transportes, agro-negócios e turismo, são algumas que poderão ganhar com isso”, disse.

No seu entender, é necessário que se criem as bases para a industrialização e transformação estrutural da economia dos países membros. Mendes de Carvalho avançou ainda que, a Zona de Livre Comércio passará a ser a maior do mundo, desde a formação da Organização Mundial do Comércio (OMC), cuja população deverá atingir os 2,5 mil milhões de habitantes até 2050, o equivalente a 26% do que está projectado para a população activa mundial, com uma economia que se estima que cresça duas vezes mais rápido que a do mundo desenvolvido.

O tratado assinado por 44 países, incluindo Angola, por intermédio do Presidente da República, João Lourenço, é o primeiro passo para a constituição daquela que poderá ser a maior Zona de Livre Comércio do Mundo até ao final de 2018. Segundo as estatísticas de agências internacionais, o Produto Interno Bruto (PIB) total de África é de apenas 1% do PIB mundial, e o continente participa apenas com 2% nas transacções comerciais do mundo, num movimento feito de dentro para fora, sem trocas comerciais significativas entre os países do continente.

Sector privado principal impulsionador

Por sua vez, o ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, reiterou que Angola vai entrar na Zona de Livre Comércio da SADC a partir do próximo ano, assim como na Zona de Livre Comércio Continental Africana (ZCLCA), assinada em Março último, em Kigali-Rwanda, pelo Presidente da República, João Lourenço, cujas condições estão já a ser criadas.

“Estamos a trabalhar para que o sector privado seja o principal impulsionador dos recursos que poderão advir, quer na integração das zonas de Livre Comércio da SADC, quer na Zona de Livre Comércio Continental”, referiu.

A Zona de Comércio Livre visa criar um único mercado continental de bens e serviços, estabelecer a livre circulação de pessoas e abrir a via à aceleração de uma união aduaneira em 2022 e de uma comunidade económica africana até 2028. Participaram no workshop, directores nacionais, provinciais e municipais do comércio das províncias do Bengo e de Luanda e também empresários.

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