Elinga Teatro encerra actividades em prol do 30º aniversário

O grupo Elinga Teatro encerrou ontem, 10, a IV edição do “Festival Internacional de Teatro e Artes de Luanda”, com a apresentação de dois grupos de dança

POR: Antónia Gonçalo

As actividades realizadas em prol do seu 30º aniversário assinalado a 21 de Maio, terminaram com a exibição de um grupo de dança local e o Abada Capoeira, que abrilhantaram os presentes com ritmos musicais, assim como com a arte dançante.

A coordenadora do festival, Anacleta Pereira, fez um balanço positivo da presente edição do festival, por terem realizado as actividades e proporcionado momentos de lazer e entretenimento aos citadinos. A responsável referiu que em termos de participações nacional os grupos Pitabel, Protevida, Kulonga e o grutij, apresentaram as peças

“O preço do fato”, “Os livros devem ser queimados”, “Rainhas sem coroa” e “O meu diário”, que segundo ela, apesar de serem peças já estreadas, são sempre vistas com um cunho de novidade. Quanto a participações internacionais, avançou a realização de um espectáculo com um actor moçambicano, apresentação esta que considerou interactiva, pelo facto de o monólogo insere-se nos ditos de vários personagens e ter interagido com o público.

Anacleta Pereira fez saber, que os espectáculos com grupos provenientes de Cabo Verde e Argentina não foram realizados por imprevisto de última hora, assim como a participação do grupo Oásis. “Cumprimos minimamente o nosso programa. Tivemos os grupos nacionais e internacionais. Mas houve actividades agendadas que não foram realizadas por imprevisto de última hora. Contudo, em termos de espectáculo de teatro o resultado foi positivo”, apontou. As actividades decorreram de 21 de Maio a 10 de Junho no espaço Elinga Teatro e na Casa das Artes em Talatona, que para além dos grupos nacionais conta com a participação de companhias e monólogos provenientes do Brasil, Portugal e Moçambique.

O grupo

O Elinga Teatro (do Umbundo ‘‘elinga’’ que significa acção, iniciativa, exercício) foi criado no dia 21 de Maio de 1988. A sua existência inscreve-se, no entanto, numa linha de continuidade iniciada com o grupo Tchinganje (1975/76) e prosseguida com o Xilenga-Teatro (1977/80) e o Grupo de Teatro da Faculdade de Medicina de Luanda (1984/87). De comum entre todos, a presença do mesmo director artístico, a activa participação de um núcleo de actores que sempre que necessário se desdobraram em técnicos, administradores e produtores, e, acima de tudo, um mesmo projecto de teatro voltado para o resgate e promoção da Cultura angolana a todos os níveis, incluindo um tratamento moderno dos seus valores tradicionais na difusão de um repertório teatral universal. Desde a sua criação, o grupo Elinga-Teatro apresentou 51 peças de Teatro, e esteve presente em mais de 8 países de 3 continentes (Angola, Moçambique, São Tomé, Cabo Verde, Portugal, Espanha, Itália, Brasil).