Sector dos seguros carece de mais abertura

Luanda acolheu, na última semana, um workshop internacional sobre petróleo e gás, em que participaram 150 técnicos convidados entre nacionais e internacionais, em que o CEO da Bonws Seguro, Luís Vera Pedro, referiu que a maior parte do prémio de seguro é colocado em resseguradoras no exterior do país

A Bonws Seguros organizou recentemente a 2ª Edição do Fórum Segurador Oil&Gás. O evento, que teve lugar no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, visou abordar as tendências do mercado, os desafios da indústria e as melhores práticas. Luís Vera Pedro, CEO da Bonws Seguros, declarou que o facto de ser apenas uma empresa a liderar o processo, não permite que haja evoluções e uma aprendizagem técnica por parte de outras seguradoras.

No seu entender, o envolvimento de outros co-líderes estimularia o potenciamento do “know-how” na medida em que, “é importante que se capacitem os quadros locais para a actividade seguradora, seja ela no sector petrolífero ou seja de âmbito geral”, acentuou.

Segundo Luís Vera Pedro, se houver um quadro que permita que sejam várias seguradoras numa “pool de seguros” a fazerem a subscrição, e serem elas mesmas responsáveis pela análise desse risco, ainda que parte do mesmo venha ser colocado em resseguros, traz vantagens técnico-financeiras. “No modelo que temos em vigor, a maior parte do prémio é colocado em resseguradoras no exterior do país.

O modelo que propomos da pool de seguros é-praticado em mercados de outros países, e tem a vantagem de evitar a saída de capitais de Angola, através da criação de uma almofada financeira conjunta entre o estado, seguradoras e resseguradoras.” “Quanto mais retenção ficar em Angola mais riqueza se poderá criar para o país”, frisou.

“O trabalho que a nossa congénere Ensa está a fazer, é um trabalho muito responsável. De forma alguma ponho em causa a forma responsável com que olham para o assunto.

O que eu quero, de alguma forma, é ajudar, e acho que existirão outras seguradoras no mercado que quererão fazer parte desta solução, que é repartirmos a responsabilidade entre aqueles que se acham capazes ou a quem seja verificadas capacidades”, esclareceu.

O fórum contou com a presença de mais de 150 convidados com papel activo neste mercado, nomeadamente membros da ARSEG, entidade reguladora dos seguros em Angola, e da administração de outras seguradoras.

Além da Bonws Seguros, da lista de oradores fizeram parte representantes da World Compliance Association, da American Chamber of Commerce in Angola, da Ernest & Young, e da Universidade Agostinho Neto.