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Trump e Kim fazem reunião histórica

O Presidente americano, Donald Trump, e a sua contraparte norte-coreana, Kim Jong-un, fizeram história na manhã desta Terça-feira como os primeiros líderes dos EUA e da Coreia do Norte a terem uma reunião.

“Foi realmente um encontro fantástico”, que se desenvolveu “melhor do que qualquer um poderia imaginar”, declarou Trump a jornalistas durante o almoço de trabalho com o líder norte-coreano. “Vamos assinar um documento”, revelou o Presidente, sem acrescentar detalhes. No início do encontro, Trump já havia previsto uma “relação fantástica” com Kim Jong-un. “Nós vamos ter um óptimo relacionamento, eu não tenho dúvida”. Kim destacou que o seu país e os Estados Unidos superaram muitas dificuldades de uma história difícil para realizarem a cimeira em Singapura. “O caminho para chegar até aqui não foi fácil. Os velhos preconceitos e práticas funcionaram como obstáculos no nosso caminho, mas superamos todos eles e estamos aqui hoje”. Os dois homens, de trajectórias e estilos radicalmente diferentes e com mais de 30 anos de diferença, conversaram cara a cara, com o auxílio dos seus intérpretes, durante 48 minutos.

Em seguida, realizaram uma reunião com as suas respectivas equipas, antes de passarem ao almoço de trabalho. Apesar da espectacular aproximação diplomática dos últimos meses, persistem muitas dúvidas sobre a cimeira entre os dois dirigentes. Trump, que tem pouco mais de 500 dias na Casa Branca, vive um dos momentos mais importantes da sua Presidência no cenário internacional, onde tem desagradado muitos líderes, inclusive alguns dos aliados dos Estados Unidos. Numa série de twíters postados horas antes do evento em Singapura, Trump indicou que os preparativos do encontro “íam bem”. “Em breve todos saberemos se pode haver ou não um acordo real, diferentemente dos do passado”, tuitou, antes de atacar numa outra mensagem os “haters e perdedores” que consideram uma concessão arriscada a Kim, com quem o Presidente americano trocou ameaças e insultos durante meses.

Apesar do acordo, sanções norte-americanas contra a Coreia do Norte continuam em vigor

Ao falar para a pool de jornalistas da Casa Branca após o encontro com o líder norte-coreano, Donald Trump comunicou que as sanções contra Pyongyang não serão levantadas até que o país deixe de possuir as armas nucleares prontas para serem usadas. “As sanções serão canceladas quando tivermos a certeza de que eles não têm possibilidade de usar os seus armamentos nucleares”, explicou. O chefe da Casa Branca adiantou que está “ansioso” por este momento. Ao mesmo tempo, ele assegurou aos jornalistas que “não fez nenhumas concessões” ao seu homólogo norte-coreano. “Durante algum período de tempo, as sanções contra a Coreia do Norte vão ficar em vigor.

Estamos a sonhar com um futuro no qual todos os coreanos possam viver juntos, em harmonia e as suas esperanças renasçam”, argumentou. Entretanto, o Presidente revelou que “suspendeu” as medidas restritivas em relação a 300 novos artigos norte-coreanos para não demonstrar “falta de respeito” ao seu homólogo. Contudo, o Presidente estadunidense observou que, do ponto de vista tecnológico, o processo de desnuclearização vai demorar bastante. “Eu li e assisti bastantes coisas sobre isso. O fim completo e eficiente de desnuclearização leva muito tempo. Isto demora, do ponto de vista técnico, e teremos que esperar por algum período de tempo”, explicou. Porém, frisou Trump, a parte norte-americana espera que este processo “comece muito em breve”.

Donald Trump e Kim Jong-un assinam documento conjunto

Esta Terça-feira (12), o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano Kim Jong-un assinaram um acordo após a cimeira histórica de Singapura, que teve lugar no hotel Capella, situado na ilha de Sentosa, no lado continental do país, ligada por uma ponte. Segundo Trump, trata-se de um documento de especial importância. “Estamos a assinar um documento detalhado e muito importante”, afirmou o Presidente norte- americano, acrescentando que a assinatura do mesmo exigiu muitos esforços, e muita “boa vontade”. Por sua vez, o líder norte-coreano qualificou a assinatura do documento como “um novo início” nas relações entre os dois países, e prometeu “grandes mudanças”. “A assinatura deste documento histórico […] é o anúncio de um novo começo.

Veremos grandes mudanças”, assinalou Kim Jong-un durante a cerimónia de assinatura do documento, cujo conteúdo ainda não foi divulgado. Além disso, o Presidente dos EUA disse ter muito orgulho nos resultados da cimeira. “Estamos muito orgulhosos naquilo que aconteceu hoje”, afirmou Trump, adicionando que os dois lados “conseguiram resolver um problema grande e ameaçador”. Depois da assinatura do documento com o líder norte-coreano, o Presidente norte-americano indicou que, a partir de agora, as relações entre os dois países mudaram. “Acho que as nossas relações com a Coreia do Norte […] agora se encontram numa situação completamente diferente”. No decorrer da cerimónia, Donald Trump afirmou também que está pronto para convidar o seu homólogo norte-coreano a visitar a Casa Branca. A assinatura do documento concluiu a primeira cimeira da história entre a Coreia do Norte e os EUA, em Singapura.

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