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Um para baixo, um para cima

Trimestralmente, ao menos, embora agora com mais frequência, vamos ouvindo falar sobre relatórios ou previsões para a economia angolana.

POR: José Kaliengue

Quase tudo em números que pouca gente entende. Uns dizem que a economia vai contrair X por cento, outros dizem que vai crescer. Parece um jogo. As agências de rating também não ajudam muito com as suas classificações com letras, BB, BB+, AB, etc., ou coisa que o valha. Depois alguns dizem que é lixo, só não sei como se classifica o grau de mau cheiro do lixo. Tudo linguagem de economista que a poucos interessa. O que interessa às pessoas é o que podem levar à mesa todos os dias, é o que podem vestir todos os dias, é como se podem deslocar todos os dias de um lugar a outro, quanto custa a educação, os medicamentos, a electricidade e a água, a habitação. Estas preocupações, para o cidadão comum, não podem ser resumidas numa simples “subida de um por cento” ou descida de “um e meio por cento”. É preciso que técnicos e políticos descodifiquem a linguagem e passem a falar em termos mais “humanos”. Os cidadãos sabem bem fazer contas, fazem-nas todos os dias. Só precisam de saber do preço concreto dos produtos e do valor do seu dinheiro a cada dia. O pão é quanto?

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