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Carta do leitor: Mais vigilância Comandante…

Ilustre director do jornal O PAÍS, nesta semana do arranque do Mundial desejo-lhe saúde, paz e amor. Enquanto cidadão, aproveito o vosso espaço para apresentar publicamente uma inquietação ao comandante-geral da Polícia Nacional, Alfredo Mingas (Panda).

É ponto assente que o crime tem feito morada em Luanda, no entanto, a Polícia Nacional vai dando resposta ao fenómeno diariamente. É verdade. Mas, Sua Excelência, com todo o respeito, investigue bem, há um grupo de agentes que também estão a tramar os cidadãos.

Esses, por sua vez, nas operações, sobretudo à noite, nos actos de revista às viaturas, colocam objectos estranhos nas partes mais reconditas sob pena de criar variante aos automobilistas. Isso acontece com outros cidadãos na via pública. Muitos deles são revistados e às tantas aparecem estupefacientes e outros tipos de drogas ilícitas na mochila ou no bolso. Alguns agentes vão aplicando esta técnica para intimidar os cidadãos para, no final, negociarem. E isso tem dado certo.

A prática tem sido uma constante, e já fez muitas vítimas. Como se sabe, na calada da noite, entre nós, é mais fácil não reclamar direitos diante do agente. Alguns, Sua Excelência, têm o mau hábito de produzir provas contra cidadãos inocentes e que muitas vezes estão de regresso à casa depois do trabalho.

O que é isso afinal? Por isso, gostaria que orientasse uma investigação assente em métodos rigorosos e que permitissem identificar e condenar os malfeitores. Para termos uma Polícia Nacional honesta é importante expurgar os males que lhe dão corpo e nela fazem morada.

Respeito o trabalho dos agentes, apesar de que o salário atrasar cada vez mais e ser, como dizem os presos nas cadeias de Luanda, uma “nguirra”, ou seja, uma merreca. Pois, algumas práticas mancham a corporação devido à condição social dos agentes. É dura. Mas mantenho e reafirmo o slogan “Pela ordem e pela paz ao serviço da nação”, queremos uma boa Polícia.

Manuel Galinha, Luanda

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