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Italiana ENI empresta mais de USD 200 milhões à Sonangol

O empréstimo da multinacional italiana à Sonangol avaliado em USD 220 milhões, visa garantir a assistência técnica e financeira à Refinaria de Luanda. Com efeito foi rubricado, ontem, entre as duas instituições em Luanda, um acordo estratégico de cooperação que visa relançar a maior refinaria do país

POR: Hélder Caculo

Durante um período de 36 meses, a Refinaria de Luanda vai contar com a assistência técnica e financeira da Ente Nazionale Idrocarburi (ENI), produto de um acordo de cooperação entre a Sonangol e a petrolífera italiana, assinado ontem, em Luanda. Foram signatários do protocolo, o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Carlos Saturnino e o administrador da ENI, em Angola, António Vella. Carlos Saturnino explicou à imprensa que o acordo visa única e exclusivamente garantir a assistência da ENI à única refinaria do país, nos ambitos técnico, organizacional, de formação, incluindo o desenvolvimento de um modelo económico mais produtivo.

“A Sonangol não entregou a gestão da Refinaria de Luanda à ENI. A gestão da refinaria continuará a ser da Sonaref. O acordo visa apenas uma assistência técnico-financeira à refinaria. O objectivo é aumentar a produção dos derivados do petróleo, com destaque para a gasolina, e tornar a refinaria mais lucrativa”, reforçou. Carlos Saturnino sublinhou que, numa primeira fase, a ENI vai disponibilizar cerca de USD 60 milhões, posteriormente USD 120 milhões e assim sucessivamente, até atingir-se o tecto de USD 220 milhões. O prazo de reembolso do empréstimo é de 12 meses, segundo o documento assinado. O presente acordo obrigará a uma paralisação da refinaria durante 45 dias, a partir de Setembro próximo. A refinaria produz actualmente 280 toneladas de gasolina. Acerca da refinaria do Lobito, o PCA da Sonangol garantiu que já estão seleccionadas as 7 operadoras que integrarão o consórcio que em breve vai iniciar os trabalhos da segunda fase da refinaria.

Angola poderá exportar gasolina

O PCA da concessionária nacional acredita que o acordo oferece vantagens para o país, uma vez que vai garantir o aumento da capacidade de produção da refinaria e diminuir substancialmente a importação de gasolina. Carlos Saturnino admitiu que, futuramente, a Sonangol poderá exportar pequenas quantidades de derivados do petróleo a alguns países africanos”. Recorde-se que o país importa acima de 60% dos derivados de petróleo que consome, representando um peso de USD 4 mil milhões aos cofres do Estado.

ENI vai aumentar produção em Angola

O representante da ENI em Angola considerou proveitosa a cooperação com a petrolífera angolana, tendo garantido a total disponibilidade da empresa que dirige para o sucesso do acordo. Recentemente, a petrolífera que opera há 34 anos em Angola, anunciou que até 2026 prevê ultrapassar os 170.000 barris de crude produzidos por dia no bloco 15/06, em águas profundas do ‘offshore’ angolano, na sequência da entrada em operação do novo campo Ochigufu.

60%  Importação. O país ainda impor ta grande par te do combustível que consome. Com o apoio da ENI espera-se reduzir o volume de derivados importados.

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