MinCult quer proteger comunidade khoisan do Cuando-Cubango

O Ministério da Cultura vai efectuar um levantamento sobre a situação da comunidade khoisan no Cuando-Cubango na perspectiva da preservação dos seus valores e reintegração social, anunciou a directora Nacional das Comunidades e Instituições do Poder Tradicional, Rosa Melo

Em declarações à imprensa, no quadro de uma visita da ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, à comunidade localizada na aldeia do Mbundo, a responsável afirmou que o ministério pretende, com o estudo em causa, recolher dados que contribuam para o enquadramento dos membros da comunidade, a sua protecção e a divulgação dos seus hábitos e costumes.

Tratando-se de uma comunidade (composta por 134 membros) sob risco de extinção, Rosa Melo realça que será desenvolvido um trabalho árduo para manter viva a história deste povo. Rosa Melo adianta que se pretende trazer a público informações essenciais que contribuam para o conhecimento geral do modo de vida da comunidade khoisan no Cuando-Cubango.

No contacto mantido entre a delegação do ministério e os membros da comunidade foram apresentadas algumas inquietações essencialmente referentes à falta de medicamentos no centro médico, incluindo água e material escolar para a escola construída pelo governo local, no quadro do reassentamento da comunidade.

O mosaico cultural do Cuando- Cubango é muito vasto e rico, dada a sua diversidade étnica que se sub-divide em sete grupos. Estudos apontam os khoisan como os primeiros habitantes do território de Angola. Levam uma vida essencialmente nómada, embora comece a despontar a tendência de se fixarem num local e levarem uma vida sedentária.

Segundo os referidos estudos, a população deste grupo étnico está reduzida a cerca de três mil e quinhentos indivíduos em Angola, totalizando cerca de 100 mil em toda a extensão da África Austral.

A jornada de trabalho da ministra da Cultura inscreve, para Quarta-feira, uma visita ao município do Cuchi e um encontro com os agentes culturais e autoridades tradicionais.