Reconhecimento: CPLP apoia candidatura da obra de Amílcar Cabral a programa da UNESCO

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) concedeu apoio institucional à candidatura da obra de Amílcar Cabral, sob responsabilidade da Fundação Amílcar Cabral, à inscrição no programa “Memória do Mundo” da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

O Programa “Memória do Mundo” da UNESCO, estabelecido em 1992, tem como objectivo “assegurar o acesso permanente e universal e a preservação do património documental”, contribuindo inclusive para uma maior consciencialização mundial da importância do legado documental para todos.

A organização que promove a edição de várias obras, no âmbito do seu Programa Editorial, em 2015, criou o espaço museológico “Sala-Museu Amílcar Cabral”, no qual está patente a História da Luta de Libertação liderada por esta personalidade.

A categoria de Observador Consultivo foi atribuída à Fundação Amílcar Cabral, na XIII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros, no decorrer da VII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, que decorreu a 24 de Julho de 2008, em Lisboa, Portugal.

A Fundação Amilcar Cabral é uma organização sem fins lucrativos cabo-verdiana, fundada em 2005, e tem como missão a preservação da obra e memória de uma das figuras históricas de Cabo Verde.

Recorde-se que, na X Reunião de Ministros da Cultura da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), decorrida a 5 de Maio de 2017, em Brasília, República Federativa do Brasil, foi concedido igualmente apoio à candidatura, pela República de Angola, de Mbanza Kongo a Património Mundial da UNESCO.

Trajectória Amílcar Lopes Cabral, nasceu em Bafatá, na Guiné-Bissau, a 12 de Setembro de 1924. Filho de Juvenal Lopes Cabral, professor, cabo-verdiano e de Iva Pinhel Évora (guineense de ascêndencia cabo-verdiana nascida em Bafatá, onde o seu pai era professor.

Aos 8 anos, a sua família mudou- se para Cabo Verde, tendose estabelecido em Santa Catarina, Ilha de Santiago, onde completou o ensino primário. Mais tarde, mudou com a mãe e os irmãos para Mindelo, São Vicente, onde chegou a terminar o curso liceal em 1943, no Liceu Gil Eanes.

Em 1944, na cidade da Praia, trabalhou durante um ano na Imprensa Nacional. Um ano após conseguir uma bolsa de estudos, ingressou no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa. Após 1950 trabalhou em Angola como regente agrícola, onde desevolveu alguma actividade política anti-colonial.