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Cabo Verde com reserva de alimentos básicos para mais de quatro meses

Cabo Verde tem, neste momento, uma reserva de alimentos básicos que dá para abastecer o mercado durante mais de quatro meses, apesar da seca e do mau ano agrícola que assola o país, avançaram hoje fontes oficiais na cidade da Praia.

Segundo o Ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, a legislação estipula um mínimo de três meses de reserva de alimentos, mas neste momento o país vai em quatro, três meses em média para os principais produtos, como milho, arroz, farinha e açúcar. O ministro avançou que há produtos em que o país está em quase sete meses de reserva. “Significa que vamos bem em termos de armazenamento dos alimentos básicos”, afirmou o governante, no final da visita aos silos e grandes armazéns privados na cidade da Praia, realizada um dia antes do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

O administrador executivo da Agência de Regulação e Supervisão dos Produtos Farmacêuticos e Alimentares (ARFA), Emanuel Alves, avançou que os silos da Praia, que têm capacidade para armazenar 10 mil toneladas de milho, neste momento contam com 8.610 toneladas, que representam 86% da sua capacidade. O responsável disse que as reservas dão para abastecer a zona Sul do país por um período de quatro meses e que está prestes a receber mais seis mil toneladas desse produto básico. O milho é armazenado nos silos no Porto da Praia por três grandes operadores cabo-verdianos, que o vão usando de acordo com a procura do mercado, informou Emanuel Alves, indicando que o país consome em média cerca de três mil toneladas de milho por mês.

Cabo Verde atravessa uma das piores secas das últimas décadas, tendo em aplicação um programa de emergência para o qual mobilizou 10 milhões de euros junto dos parceiros internacionais. Durante a vista, Gilberto Silva avançou que o Governo pediu a inclusão de Cabo Verde na lista da FAO de países a necessitar de assistência alimentar, para poder mobilizar recursos para mitigar os efeitos da seca e do mau ano agrícola. Apesar da seca e do mau ano agrícola, o ministro garantiu que o abastecimento de alimentos no país não está em causa e que se deve passar uma “mensagem de coesão e de tranquilidade” aos cabo- verdianos. Gilberto Silva notou que o mau ano agrícola põe em causa a produção de hortícolas, frutas e pecuária, produtos que o país normalmente não importa, mas que são importantes para a economia familiar, sobretudo no meio rural.

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