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Editorial: Comércio e qualidade

O Governo deixa o comércio rural nas mãos dos privados, foi decidido em Conselho de Ministros. Muito bem, isso significa o fim dos programas que tencionavam combater a pobreza, mas que não foram de grande ajuda, como o PAPAGRO e outros. Na verdade, os produtos do campo já são transaccionados praticamente apenas por privados, quer colocando- os nas grandes superfícies comerciais, quer nos grandes mercados de Luanda. O problema está em como abranger a pequena produção familiar e também na redução do custo de produção e de transporte. O Estado não pode ainda lavar por completo as mãos deste negócio, deve continuar a criar mecanismos de mobilidade rápida e barata para as famílias camponesas. Mas não é tudo, tem a obrigação de os apoiar tecnicamente na melhoria da qualidade dos seus produtos, tornando-os competitivos.

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