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Sonangol aplica mais de USd 50 milhões na importação de combustíveis

A Total vai fornecer 75% de gasolina com vista a cobrir as necessidades do mercado nacional. O acordo foi rubricado na Sexta-feira última entre o presidente da Sonangol, Carlos Saturnino, e o director-geral da petrolífera francesa, Laurent Maurel

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) despende semanalmente mais de USD 50 milhões na importação de combustíveis, valor que poderá ser reduzido nesta nova era, segundo informou Sextafeira última, em Luanda, o presidente do conselho de administração da petrolífera angolana, Carlos Saturnino.

O responsável fez estas declarações durante o acto de assinatura de um contrato entre a petrolífera francesa Total e a Sonangol, que visa o fornecimento de 1,2 milhões de toneladas de gasolina por ano, com vista a atender às necessidades do mercado angolano, na sequência do concurso lançado em Janeiro do presente ano económico.

O contrato foi rubricado entre o PCA da Sonangol e o directorgeral da Total, Carlos Saturnino e Laurent Maurel, respectivamente.

Segundo o presidente do conselho de administração da Sonangol, Carlos Saturnino, o acordo de parceria firmado entre as duas empresas é fruto de um concurso público internacional, que contou com a participação de 20 empresas, com vista à promoção da concorrência no mercado, no qual a Total apresentou um projecto que vai ao encontro das necessidades da firma, cuja actividade teve inicio em Maio último, com o primeiro carregamento de gasolina.

A assinatura deste contrato tem como objectivo fundamental oficializar a actividade da companhia francesa, cujo contrato tem a duração de um ano para o fornecimento de gasolina ao mercado nacional, e poderá ser renovada apos 12 meses caso as duas empresas assim entenderem.

Na ocasião, Carlos Saturnino considerou vantajoso o contrato rubricado entre as empresas, “porque vai permitir melhorar a racionalização de recursos financeiros e cultivar o sentimento de transparência do mercado petrolífero”, considerou. Por sua vez, Laurent Maurel afirmou que o contrato se insere na estratégia do grupo Total, visando a expansão do seu modelo de negócio na cadeia energética e, em particular, no negócio de aprovisionamento e distribuição de produtos petrolíferos.

“O alinhamento estratégico entre Angola e a Total permitiu a assinatura de vários acordos relevantes, quando o Presidente da República, João Lourenço, visitou a França, no final de Maio”, lembrou. Segundo o director-geral, os acordos rubricados consubstanciaram-se, essencialmente, na exploração e produção petrolífera, bem como na atribuição de licença de exploração no Bloco-48 e distribuição de produtos petrolíferos, assim como atribuição de 50 bolsas de estudo para formação de angolanos em França.

Além da Total, a firma Glencor Energgy Uk Ltd também foi seleccionada no concurso público internacional para importação do diesel (gasóleo) e o diesel para a marinha. Actualmente, Angola importa 75% de produtos refinados, sendo 25% produzidos pela refinaria de Luanda e Cabinda.

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