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Somoil quer recuperar 30 mil barris de petróleo

A operação será feita com recurso a novas tecnologias, ficando inclusive a garantia de que o petróleo derramado não vai criar problema ao solo.

Cerca de trinta mil barris de petróleo bruto concentrados há 25 anos nas bacias de retenção do antigo terminal de carregamento da operadora francesa Total, na base petrolífera do Kinfuquena, no município do Soyo, província do Zaire, serão recuperados nos próximos tempos pela Somoil. A petrolífera angolana está engajada em recuperar os barris de petróleo que se encontra abandonado. A informação foi prestada neste Sábado, no Soyo, pelo director de segurança e higiene da petrolífera Somoil, Remi Luvuvamo, durante uma conferência de imprensa que serviu para esclarecer o passivo de guerra herdado da empresa Total e dos trabalhos em curso na instituição sobre a substituição de alguns equipamentos.

O óleo negro, segundo ele, tinha sido esvaziado em dois tanques com capacidade de armazenamento de 400 mil barris de crude cada, que ficaram destruídos durante o conflito armado que dilacerou o país, na altura. Para o efeito, disse contar com o apoio da empresa PRIC-Consultoria que possui equipamentos modernos e técnicas capazes de recuperar o crude derramado e dar um tratamento eficaz a partir do local do vazamento. Citado pela Angop, avançou“, acreditamos que com a nova tecnologia vamos recuperar as grandes quantidades do crude derramado, uma vez que esses equipamentos permitirão, igualmente, recuperar o óleo em terras afectadas e torná-las isentas da contaminação”, explicou.

Avançou igualmente que a empresa que representa, em parceria com a PRIC-Consultaria, está a trabalhar para a conclusão dos estudos de avaliação ambiental num curto espaço de tempo e submetelos, posteriormente, aos Ministérios dos Recursos Minerais e Petróleos, do Ambiente, das Finanças e à Sonangol-EP, para a sua apreciação. A Sociedade Petrolífera Angolana (Somoil) explora o petróleo em On-Shore (terra) em áreas anteriormente operadas pela petrolífera francesa Total, onde controla uma linha de transporte de crude com cerca de 700 quilómetros.

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