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Porto de Luanda reduz movimentação de mercadorias

A redução drástica no movimento de mercadorias no maior porto do país deve- se à situação económico-financeira desconfortável do país, bem como à dinâmica da indústria marítima.

No primeiro trimestre do presente ano económico, o porto de Luanda registou uma redução no movimento de mercadorias, ao serem manuseadas um milhão 476 mil e 751 toneladas, uma quebra de 509 mil e 584 toneladas em relação ao período homólogo de 2017. A redução drástica no movimento de mercadorias no Porto de Luanda deveu-se à situação económica e financeira menos saudável do país, bem como à dinâmica da indústria marítima, que ao longo deste período passou a usar navios de maior porte, segundo o administrador comercial deste porto, Manuel Zangui.

“A maior parte das mercadorias movimentadas pelo porto é importada, devido à fraca produção nacional, facto que inverteu o ritmo da sua actividade, tendo- se transformado de um “porto exportador para importador”, referiu. Actualmente, o Porto de Luanda opera abaixo da sua capacidade instalada, estimada em 15 milhões de toneladas/ano de mercadorias diversas, nos últimos três anos opera apenas em quase metade da sua capacidade. Por exemplo, em 2016, o porto movimentou sete milhões 189 mil 943 de toneladas de mercadorias diversas, quando em 2017 registou- se uma ligeira subida para sete milhões 703 mil e 62 toneladas.

Os índices estão aquém da movimentação do Porto em 2014, considerado um dos anos mais produtivos da empresa portuária, em que movimentou 13 milhões, 60 mil e 494 toneladas de mercadorias, contra oito milhões 912 mil e 469 em 2015. Quanto ao volume de contentores movimentados pela empresa pública, em 2017 foram manuesados 683 mil e 548 teu’s (unidade de medida utilizada para avaliar o volume de carga que entra ou que sai do porto), contra 541 mil 346 em 2016.

Mais de 600 navios atracaram no Porto de Luanda

A movimentação destas mercadorias foi feita por 900 navios comerciais de longo curso, em 2015, contra os 732 (em 2016) e 633 em 2017. Nos últimos dois anos, a média diária de navios que atracam no porto ronda 1,5, uma média mensal de 42 navios, que perfaz uma média de 511 navios/ano, provenientes principalmente da Ásia e da Europa. Manuel Zangui ressaltou que a produção nacional ainda é muito fraca, o que não permite ao país exportar em grande escala. “Temos, por exemplo, uma quantidade de contentores vazios que saem do Porto de Luanda para fora do país, em vez de saírem cheios de mercadorias nacionais”, acrescentou. Dada a fraca capacidade de produção nacional, têm passado pelo Porto de Luanda, para exportação residual, bebidas, café e madeira.

A despeito das dificuldades que o país atravessa, para antecipar-se ao “boom” que resultar do processo de diversificação económica em curso no país, que visa aumentar a produção nacional e a promoção das exportações, o Porto de Luanda vem-se dotando de meios tecnológicos e infraestruturas robustas para responder à demanda dos eventuais exportadores. Além deste desafio, o maior porto comercial do país aposta na melhoria da sua produtividade e do sistema de comunicações, para competir com outras comunidades portuárias internacionais. Uma das apostas é aumentar profundidade na área de acostagem e atracagem de embarcações, para receber navios de grande porte e de última geração e potenciar-se com equipamentos capazes de movimentar um maior volume de mercadorias.

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