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Agostinho Kapaia defende mais competitividade nos produtos nacionais

Aumentar a base de produtos exportáveis e colocá-los no mercado a preços competitivos é um dos desafios da CEEIA, organização dirigida por Agostinho Kapaia.

O maior desafio da Comunidade das Empresas Exportadoras Internacionalizadas de Angola (CEEIA) é encontrar incentivos que permitam o exportador angolano ter benefícios e fazer chegar os seus produtos ao mercado internacional a preços mais competitivos, declarou ontem o presidente do seu conselho directivo, Agostinho Kapaia. O empresário declarou que o estudo feito pela CEEIA aconselha os exportadores angolanos a apostar primeiro no mercado continental e posteriormente expandir a sua rede de exportação para a Europa e a Ásia. “Podemos começar com poucos contentores, mas o importante é começar, porque a partir de São Tomé e Príncipe podemos abastecer outros países vizinhos e usar como uma plataforma que nos permita abastecer os países da região”, citou a Angop.

Considera que existe mercado em África, e os exportadores angolanos devem olhar para este mercado com milhões de habitantes como seu foco primário. Defende que as exportações são fundamentais e não devem ser vistas simplesmente como uma ferramenta para vender os excedentes, sublinhando que essa teoria está ultrapassada, na medida em que hoje há países do mundo que não produzem determinados produtos mas são os seus maiores exportadores.

As exportações, em seu entender, devem ser tidas como um mecanismo de captação de reservas cambiais, e Angola deve vender produtos acabados para ter as suas reservas e melhorar a sua balança comercial. A propósito, enfatizou que Angola tem todas as condições para ser um dos maiores exportadores em África, mas, para tal, deve desenvolver um trabalho forte e combinar esforços. De acordo com Agostinho Kapaia, a CEEIA defende a exportação, pois é um meio para sobreviver, acrescentando que um país sem exportações não consegue sobreviver. Angola exporta somente petróleo e diamante e o crescimento económico dependia destes dois produtos, mas a crise mostrou que não é sustentável e precisávamos de exportar outros produtos, sublinhou o também empresário.

Kapaia reconheceu que ainda há muitas carências, como as infra-estruturas, que são um dos maiores problemas, os acessos, as estradas, os transportes, entre outros factores que condicionam a produção nacional e as empresas reclamam dos custos de produção, pelo que se deve melhorar a capacidade de produzir mais barato para maximizar os rendimentos com a exportação. Lembrou que do ponto de vista de vantagens comparativas em relação a outros países, Angola está em vantagem porque possui boas terras e muita água. A CEEIA tem 40 membros que operam em vários sectores, como agricultura, bebidas, vidros, entre outros, e trabalha para o aumento de associados, visando a dinamização das exportações.

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