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É de comida que se fala

João Lourenço esteve no Cachiungo, no ano passado, para a abertura do ano agrícola. Ao longo da sua campanha eleitoral repetiu várias vezes o apelo para a produção no campo.

POR: José Kaliengue

Alguém que se lembre do discurso no Andulo, por exemplo, quando disse que aquela gente preferia ir adquirir sementes para o cultivo em vez de outros bens. Em França, João Lourenço disse que um povo que não produz o que come não é verdadeiramente independente. E agora vaio a decisão de deixar aos privados a comercialização do produto agrícola, ou seja, deixar que o mercado actue. A potencialização do empresariado nacional é outra das suas bandeiras. João Lourenço faz a sua parte, como chefe de Estado, cabe agora aos comerciantes agir e aos produtores semear. Mas cabe ao consumidor educar-se melhor em termos alimentares, também. Há uma diversidade de alimentos aos quais os angolanos torcem o nariz, mas que de que precisam de saber que são bons para a sua saúde e para a sua economia. A agricultura tem de ser desvendada não apenas na sua produção, mas também na sua diversidade. E, depois, é preciso fazê-la atraente, para que muitos jovens vejam nela uma forma linda de vida e de ganhar dinheiro. Afinal, é de comida que se fala, e de que necessitamos todos os dias.

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