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EUA fora do Conselho de Direitos Humanos da ONU

“Os Estados Unidos estão oficialmente a retirar-se do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas”. A embaixadora do país na ONU, Nikki Haley, confirma a saída de Washington do organismo.

Haley justifica o gesto com o facto de, segundo a diplomacia dos EUA, este conselho não fazer as reformas necessárias, servir de plataforma a países com um histórico de direitos humanos pobre, ou ainda pela posição tendenciosa relativamente a Israel.

Depois de abandonar o Acordo de Paris para as alterações climáticas e o acordo nuclear com o Irão, a administração Trump volta, assim, a sair de mais uma instituição internacional.

O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas é constituído por 47 países, baseado na distribuição geográfica equitativa.

Os norte-americanos criticam o facto de a ONU aceitar membros como a China, Cuba e a Venezuela. Mas também a entrada, no último ano, da República Democrática do Congo.

Segundo a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, a RDC tem um dos piores registos de Direitos Humanos do mundo. “Mesmo após ser eleita membro do conselho, as valas comuns continuaram a ser descobertas no Congo”, disse Haley.

“Um conselho assim, de facto, prejudica a causa dos Direitos Humanos. E claro, há ainda a questão do preconceito crónico contra Israel”, diz Haley.

“No início deste ano, como aconteceu em anos anteriores, o conselho aprovou 5 resoluções contra Israel, mais do que o número total de resoluções aprovadas contra a Coreia do Norte, Irão e a Síria” afirma.

Haley referiu ainda que a saída dos Estados Unidos não significa a “retirada dos compromissos para com os Direitos Humanos”. Porém, segundo a embaixadora, o país não pode fazer “parte de uma organização hipócrita e egoísta que ridiculariza” estes direitos.

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