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Hillary Clinton critica Trump por usar crianças “com fins políticos”

Ex-primeira-dama e candidata presidencial democrata reage à separação de pais e filhos na fronteira entre o México e os EUA.

Mais uma antiga primeira- dama veio a público criticar a política de “tolerância zero” de Donald Trump em relação à imigração, que já resultou na separação de quase duas mil crianças dos pais. Desta vez, Hillary Clinton, que também foi a adversária de Trump nas eleições presidenciais. “O que está a acontecer às famílias na fronteira é uma crise humanitária. Todos os pais que já seguraram um filho nos braços, todos os seres humanos com sentido de compaixão e decência, devem ficar indignados”, lê-se na primeira de uma série de mensagens sobre o tema que Clinton escreveu no Twitter.

“Apesar do que esta Casa Branca alega, separar as famílias não é obrigatório por lei. Isso é uma mentira descarada e cabe-nos a todos nós – jornalistas e cidadãos – chamá- la dessa forma”, acrescentou a mulher do ex-Presidente Bill Clinton. A antiga candidata democrata às presidenciais afirma que devemos estar “de coração partido” por ver as famílias separadas, “mas não devemos ficar sem esperança”, partilhando um link que permite as doações de dinheiro para ajudar as famílias separadas. Clinton partilhou ainda uma mensagem de outra ex-primeira- dama, Laura Bush, que escreveu um artigo de opinião no Washington Post, este Domingo, sobre o tema. Segundo a antiga senadora, a mulher de George W. Bush defendeu a sua posição “de forma eloquente”, acrescentando que “o teste para qualquer nação é como trata os mais vulneráveis”.

Até a actual primeira-dama, Melania Trump, fez uma rara declaração política sobre o tema, dizendo odiar ver famílias separadas na fronteira. “Devíamos ser um país melhor do que um que separa famílias, vira a cara às mulheres que fogem da violência doméstica e trata as crianças assustadas com fins políticos”, reiterou Clinton. Domingo, Dia do Pai nos EUA, Bill Clinton já tinha abordado o problema no Twitter. “Estas crianças não deviam ser uma ferramenta de negociação. E reuni- las às suas famílias reafirmaria a crença e o apoio da América a todos os pais que amam os seus filhos”, escreveu.

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