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Uma cimeira franco-alemã dominada pela crise dos migrantes

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Emmanuel Macron, encontraram-se em Meseberg, na região de Berlim, para uma cimeira bilateral marcada por temas urgentes, da chamada crise dos migrantes e refugiados à reforma da zona euro, numa tentativa de fortalecer uma Europa que vive com dificuldade o processo de saída do Reino Unido da União Europeia, o brexit, e que luta por deixar para trás os últimos anos de crise económica e financeira.

Relativamente à crise dos migrantes, Merkel e Macron anunciaram uma proposta conjunta para enfrentar o problema, que passa por reforçar as fronteiras externas da União Europeia e impedir que os migrantes possam pedir asilo em vários países, mas apenas no Estado onde derem entrada.

Angela Merkel disse também, a respeito da crise, que Berlim deseja apoiar a proposta da Comissão Europeia e da Áustria para uma maior proteção nas fronteiras, através da agência europeia Frontex.

Merkel quer também impedir o que se conhece como movimento migratório secundário entre países do Bloco, com o objetivo de pedir proteção legal, aproveitando, em certos casos, as diferenças na legislação existentes entre os diferentes Estados.

Enquanto isso, os Estados membros da União Europeia devem avançar para uma harmonização das regras do asilo político, uma tarefa que, avançou Merkel, não será fácil:

“Queremos trabalhar de forma coordenada, de preferência a nível europeu, algo que não será fácil. Por isso, mantemos uma cooperação bilateral com vários países. Mas queremos uma resposta europeia para este desafio e queremos evitar uma divisão da Europa. Queremos agir para encontrar respostas comuns,” disse a chanceler aos jornalistas, depois do encontro com o presidente francês.

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