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Editorial: Inevitável

A saída do dr. Augusto Tomás do governo era inevitável, sobretudo depois do mal-estar criado pela entrevista do empresário Bartolomeu dias ao jornal Valor económico, em que se atirou de forma particularmente violenta contra uma decisão do Presidente da República que inviabilizava um negócio patrocinado pelo ministro Tomás e que engajava o estado, por via de duas empresas do sector dos Transportes e empresas privadas de aviação. Bartolomeu dias era um dos intervenientes no negócio.O conteúdo da entrevista virou os olhos da sociedade para a “causa” do problema, e aí encontrava-se Augusto Tomas, que teria, aos olhos dos analistas, atado um nó que o Presidente teve de desfazer e por isso foi atacado. A posição do ministro tornou-se insustentável. Falta agora fazer-se o devido balanço da sua actividade governativa, para que todo o seu percurso não fi que ligado a apenas este caso.

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